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Planeta
singular
Atmosfera rica em oxigênio. Água abundante.
Vida inteligente. Só essas três características tornam a Terra
distinta de todos os outros planetas do sistema solar. Mas
nossa singularidade também pode ser vista em aspectos menos
dramáticos: além de ser o maior planeta sólido a orbitar o
Sol, a Terra
é o único com placas tectônicas ativas produzindo um
lento e constante movimento. Formada há 4,5 bilhões de anos,
ainda tem
sua superfície agitada por terremotos e vulcões. Isso porque
o núcleo terrestre é formado por material líquido, especialmente
níquel e ferro: esse material, em constante ebulição, consegue
de vez em quando escapar para a superfície. Os oceanos cobrem
mais de dois terços da superfície. E foi exatamente aí onde
surgiram os primeiros indícios de vida, há aproximadamente
3,5 bilhões de anos. Esses primeiros organismos não passavam
de simples bactérias, que aos poucos foram evoluindo até atingir
o estágio de plantas simples
a primeira forma de vida terrestre.
A idade
da Terra
Conseguimos calcular
a idade da Terra a partir de rochas radioativas encontradas
na crosta. As mais antigas colhidas na Groenlândia
datam de 3,8 bilhões de anos. A partir daí, os cientistas
deduzem que a Terra se formou antes disso, pois nessa época
já estava solidificada. Esses dados, somados a análises de
meteoritos, tornaram possível a conclusão de que nosso planeta
tem entre 4,5 e 4,6 bilhões de anos. Os pesquisadores acreditam
que nessa época se formaram os primeiros corpos sólidos do
sistema solar.
A Lua
Com um quarto do diâmetro da Terra, a Lua é nosso único
satélite natural e está a apenas 380 mil quilômetros de distância.
Sua superfície é rica em alumínio e titânio e o interior é
rochoso. Sem atmosfera, não existem ventos o que impede
qualquer erosão. Daí a grande quantidade de crateras visíveis:
qualquer marca formada em solo lunar não desmancha, seja um
choque de meteoro ou as pegadas dos astronautas que por lá
estiveram.
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