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Quais as consequências da desertificação?
Os desertos estendem-se por zonas da Terra onde a água é escassa e existem muito poucos seres vivos. Essas regiões áridas representam mais de 15% da superfície dos continentes, enquanto a superfície cultivável equivale apenas à sua décima parte. Os desertos existem por causa do clima e dos ventos atmosféricos, bem como por causa das montanhas que agem como barreiras para a chuva. A ação das pessoas também contribui em grande medida para a desertificação, isto é, a transformação de algumas zonas semiáridas ou úmidas em desertos, como vem ocorrendo nos países mediterrâneos.
O fogo nas florestas, o corte abusivo de árvores e a pecuária
favorecem a formação de desertos. Do mesmo modo, alguns poluentes atmosféricos (CO2) produzidos pelos automóveis, os sistemas de calefação e as indústrias podem estar provocando a mudança para um clima mais quente e de maior aridez, contribuindo para o avanço das zonas desérticas.


Os bosques mediterrâneos queimam com muita facilidade devido ao clima seco e aos ventos, próprios dessa
região, e à grande quantidade de plantas que são altamente combustíveis, principalmente os pinheiros
1. Cada vez há menos árvores
A cada ano são destruídos no mundo todo 155 mil km² de floresta tropical – todos os dias é destruída uma superfície do tamanho da Suíça. Na bacia mediterrânea são destruídos todos os anos 200 mil hectares de vegetação devido aos grandes incêndios, dos quais apenas 2% são produzidos por relâmpagos. A superfície queimada é muito maior do que a superfície reflorestada ou replantada durante o mesmo ano. Nos países mais pobres, a lenha continua sendo o combustível mais utilizado: por exemplo, 75% da madeira cortada na Turquia são destinados à lenha.

Em algumas zonas em processo de desertificação, a vegetação sofreu uma regressão muito intensa. A derrubada e os incêndios destroem as árvores maiores e a pecuária excessiva elimina os brotos ainda tenros. O transitar contínuo das
pessoas, do gado e dos veículos dificulta ainda mais a
regeneração do vegetal



2. O solo que perdemos
Desprovido de vegetação, o solo das matas tem um futuro pouco promissor. A destruição das matas e florestas favorece a erosão, principalmente dos sais minerais que as plantas utilizam para a fotossíntese. Os sais minerais são muito solúveis e desaparecem rapidamente do solo, fazendo com que a terra seja menos fértil e dificultando a regeneração das plantas.

3. O processo de desertificação
Quando o solo perde a proteção que a vegetação lhe proporciona, a água da chuva cai diretamente sobre ele. Desta forma escoa com rapidez pela superfície, cavando pequenos sulcos que vão se tornando cada vez maiores e carregando para os rios, e até para o mar, milhares de metros cúbicos de solo.
Com a diminuição da infiltração da água no subsolo, sua escassez dificulta ainda mais o crescimento das plantas, e a região torna-se cada vez mais árida. Se a vegetação já era escassa, o processo de desertificação pode ser irreversível.


Depois de um incêndio, é muito lento o processo de regeneração da vegetação
4. A importância do reflorestamento
Em consequência dos problemas e das agressões a que são submetidos, muitas florestas, matas e bosques se empobreceram. Por esse motivo, foi necessário criar programas de reflorestamento e plantio. O reflorestamento consiste em regenerar a mata e recuperar os ecossistemas iniciais. A plantação é destinada à produção de madeira e tem interesse para a economia, uma vez que permite a exploração de terrenos pouco rentáveis para a agricultura e a criação de gado.
Em geral, porém, a plantação de reflorestamento destina-se ao cultivo de espécies exóticas, de vegetação homogênea.



Sem a regeneração das plantas nativas, com sua diversidade de espécies e patamares, onde existem desde árvores de grande porte até arbustos, ervas e gramíneas, a degradação do solo e do ambiente não é evitada.

5. Os desertos
Existem desertos com todo tipo de clima: desertos frios, como o deserto centro-oriental da Islândia; temperados, como o do mar de Aral, e quentes, como o Saara (com quase 9 milhões de km² de extensão), o da Arábia (2,5 milhões) e o do sudoeste dos E.U.A. e norte do México (1,3 milhões). Em comum, eles têm as escassas precipitações: recebem menos de 300 mm de chuva por ano.
A temperatura nos desertos costuma variar muito do dia para a noite (no Saara, até mais de 60°C, de dia, caindo para 0°C na madrugada). A vegetação é formada por espécies adaptadas à vida em condições tão adversas (cactos, plantas com espinhos). A fauna é pouco abundante e noturna (répteis, insetos, aranhas).

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