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Reflorestamento, sim. Florestas nativas, não 
O Mecanismo de Desenvolvimento Limpo foi incluído no Protocolo de Quioto por iniciativa da representação brasileira. Com isso, o Brasil gostaria de receber investimentos para projetos na área de reflorestamento e desenvolvimento de energias não-poluentes
Você sabia?
O Brasil é responsável por 4 a 5% das emissões de CO2 do mundo. Dois terços são causados por queimadas e desmatamentos de florestas.

Reprodução
A Transamazônica foi responsável por grandes áreas desmatadas.

 

 

Trocas. Para o governo brasileiro, o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo é uma ótima oportunidade para receber investimentos estrangeiros, tanto para projetos de reflorestamento, de áreas que capturariam o gás carbônico lançado na atmosfera, quanto para projetos no setor de energia que deixem de emitir CO2. E é exatamente aí que está o nó: para alguns setores da sociedade civil e do próprio governo – entre eles o Ministério do Meio Ambiente –, incluir projetos de preservação das florestas nativas significaria receber uma fatia maior dos 3 a 17 bilhões de dólares anuais estimados para o MDL. Mesmo assim, a posição oficial do Brasil é: florestas nativas, não.

ONGs. A inclusão dos projetos de preservação das florestas nativas no MDL também divide a opinião das mais importantes ONGs ambientais. A norte-americana União de Cientistas Preocupados lançou em Haia um manifesto assinado por 110 pesquisadores defendendo a inclusão. Já o Greenpeace não concorda com a idéia: para a entidade, a inclusão das florestas nativas é uma tentativa dos países ricos de empurrar o problema do aquecimento global para os países pobres, além de servir como escape para os Estados Unidos, que poupariam milhões de dólares em programas para a redução das próprias emissões de CO2.


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