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| A pesca é uma das atividades econômicas mais importantes da Região Nordeste |
Agricultura, pecuária e extrativismo. As grandes lavouras predominam na faixa Atlântica Oriental e no Sul da Bahia. No restante da região, formam-se pequenas lavouras associadas à criação de gado, que são a grande força da economia regional.
Seis produtos agrícolas são muito importantes: o algodão arbóreo (plantado no Ceará, no Rio Grande do Norte, na Paraíba, em Pernambuco e no Piauí) e herbáceo (no interior da Paraíba, de Pernambuco e de Alagoas); a cana-de-açúcar (da Paraíba ao Recôncavo Baiano); a mandioca (cultivada em todos os estados); o feijão (principalmente na Bahia, mas também no Ceará, em Pernambuco, na Paraíba e no Rio Grande do Norte); o cacau (no Sul da Bahia); e o milho (no Ceará, em Pernambuco, na Bahia, no Maranhão e na Paraíba).
Outros produtos agrícolas também movem a economia regional: o arroz do Maranhão; a banana do Ceará; o sisal do Rio Grande do Norte e da Bahia; o coco de todo o litoral nordestino; e o tabaco da Bahia e de Alagoas.
A criação mais importante é a de bovinos, concentrada principalmente na Bahia, mas também praticada em outros estados. Em segundo lugar, vem a de suínos, com maior número de cabeças no Maranhão. No Nordeste está o maior rebanho de caprinos do Brasil.
A produção extrativa mineral é importante. A magnesita é encontrada na Bahia e no Ceará; a gipsita, em Pernambuco e no Ceará; o tungstênio, no Rio Grande do Norte; a barita, na Bahia; o cromo, na Bahia; o sal marinho, no Rio Grande do Norte; o cobre, na Bahia; o sal-gema, em Alagoas; o chumbo, na Bahia; o calcário, no Rio Grande do Norte, na Bahia e no Ceará; e o urânio, no Ceará.
A Região Nordeste contribui com uma parcela significativa da produção de petróleo do Brasil. O Nordeste, segundo a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), produz 72,95% de todo o total de petróleo extraído em terra do Brasil. Mas a região explora apenas 1,69% de petróleo em mar. Em 2006 a região nordestina produziu 9,72% do total de petróleo produzido no país. Em ordem de importância, os estados produtores de petróleo no Nordeste são: Rio Grande do Norte, Bahia, Sergipe, Alagoas e Ceará.
Na produção extrativa vegetal, destacam-se o babaçu (MA), a carnaúba (CE, PI), a piaçava (BA), o cajueiro (CE) e a oiticica (CE, PB).
A pesca, praticada tradicionalmente pelos jangadeiros, é hoje realizada por barcos pesqueiros mais modernos, muitos deles aparelhados com um compartimento frigorífico. Além de peixes, são pescados crustáceos, como a lagosta, e moluscos. Os principais produtores de pescado são o Maranhão, o Ceará e a Bahia.
A indústria. Os principais polos industriais do Nordeste correspondem às regiões metropolitanas de Salvador, Recife e Fortaleza. A Bahia é o estado da Região Nordeste com o maior nível de industrialização, respondendo por quase metade do valor da produção industrial da região e um quarto da mão de obra. Em seguida, aparecem os estados de Pernambuco e Ceará. Juntos, esses três estados concentram em torno de 80% do valor da produção industrial da Região Nordeste, absorvendo por volta de dois terços da mão de obra do setor industrial.
A Região Metropolitana de Salvador concentra 3.574.804 habitantes (IBGE, 2010) e importantes indústrias, como a de refino de petróleo, petroquímica, alimentícia, de tabaco, têxtil, de eletrodomésticos, de cerâmica, metalúrgica, de calçados, de informática e automobilística. Há grande destaque para o maior polo petroquímico do estado da Bahia, o de Camaçari, que fica há 35 km de Salvador.
A Região Metropolitana do Recife conta com 3.688.428 habitantes (IBGE, 2010). Suas principais indústrias são a alimentícia, a têxtil, a química e a metalúrgica. Ainda em Pernambuco, destaca-se economicamente o Complexo Industrial Portuário de Suape, que, segundo dados do relatório PAC Suape, os investimentos públicos no período de 2007 a 2010 foram de 1,4 bilhão de reais.
A Região Metropolitana de Fortaleza reúne 3.610.379 habitantes (IBGE, 2010) e tem nos setores alimentício, têxtil, de bebidas e de produtos químicos sua principal alavanca econômica.
Há estudos que comparam o cenário atual de crescimento dos polos industriais nordestinos com a transformação da região do ABC, no estado de São Paulo, na década de 1950.
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