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DROGA

Toda substância capaz de gerar alterações no funcionamento do organismo. Esta definição engloba não só aquelas que são permitidas por lei – os remédios e as bebidas alcoólicas –, como também as drogas ilícitas, como a maconha e a cocaína.

GRUPOS

De um modo geral, é possível dividir as drogas em três grandes grupos:

Depressores de Atividade do Sistema Nervoso Central (SNC). São substâncias que diminuem a atividade do cérebro. Entre os principais depressores estão o álcool, os soníferos, os barbitúricos, os opiáceos (morfina, heroína e codeína), os inalantes e os solventes.

Estimulantes de Atividade do Sistema Nervoso Central. São substâncias que aumentam a atividade cerebral. A mais conhecida droga estimulante é a cocaína.

Perturbadores das Atividades do Sistema Nervoso Central. São as drogas que não aumentam nem diminuem a atividade cerebral, mas modificam seu funcionamento. Pertencem a este grupo a mescalina, o tetraidrocanabinol (THC) (substância encontrada na maconha), a psilocibina (encontrada em alguns cogumelos alucinógenos), o LSD (do alemão Lisergic Säure Diethilamide), e o ecstasy.

Dizer que uma droga diminui ou estimula a atividade do SNC não significa associá-la a um ritmo lento ou veloz. O álcool, por exemplo, é um redutor de atividade. Seu uso diminui as funções do cérebro responsáveis pelo controle das ações. Consequentemente, o usuário fica eufórico e desinibido. O mesmo cuidado deve ser tomado com os estimulantes do SNC. O fato de o sistema nervoso central estar sendo estimulado pela cocaína, por exemplo, não significa que o indivíduo seja capaz de pensar mais rapidamente, embora o usuário tenha esta sensação. O estado de estímulo anormal do SNC leva, na realidade, à dificuldade de concentração e, portanto, à perda de eficiência em muitas atividades.

Maconha, droga que pode provocar desatenção e alucinações auditivas e visuais.

MACONHA

O Que É. A maconha é o nome dado no Brasil a uma planta chamada cientificamente de Cannabis sativa. Conhecida há 5 mil anos, era utilizada para fins medicinais. Considerada a mais leve das drogas ilegais, a maconha contém aproximadamente 60 substâncias – denominadas canabinóides – capazes de provocar distúrbios no cérebro. Seu ingrediente mais ativo é o THC, que age como um neurotransmissor.

Forma de Consumo. É consumida na forma de cigarros.

Como Age. O THC se liga aos receptores do cérebro, afetando neurônios que liberam neurotransmissores como a dopamina (ligada às sensações de prazer) e a serotonina (ligada ao humor, à atividade sexual e ao sono). Essa alteração causa sensações de prazer e letargia.

Efeitos Físicos. Sabe-se que a droga provoca algumas alterações físicas imediatamente após seu consumo, como olhos vermelhos, boca seca e taquicardia. Os usuários costumam relatar aumento exacerbado do apetite algum tempo depois do consumo da droga. O uso prolongado pode causar problemas como bronquites e, no caso dos homens, redução da produção de espermatozoides. Apesar de não estar provado que o consumo constante da maconha possa causar câncer, os cientistas sabem que a fumaça produzida pela droga tem alto teor de alcatrão, no qual existe uma substância chamada benzopireno, conhecido agente cancerígeno.

Efeitos Psíquicos. Os cientistas ainda não sabem se a maconha provoca danos irreversíveis ao cérebro, mas pesquisas da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam sérios prejuízos na capacidade cognitiva – consumidores frequentes da droga apresentam dificuldade para compreender informações complicadas. No momento em que é fumada, a maconha pode causar efeitos variados, que vão desde calma e relaxamento até angústia ou tremores. Também podem ocorrer perturbações na capacidade de calcular o tempo e medir o espaço, além da perda de atenção e alucinações auditivas e visuais.

Cocaína, droga que prejudica as atividades cerebrais e aumenta o risco de derrame e ataque cardíaco.

COCAÍNA E CRACK

Origem. A cocaína é uma substância natural, extraída das folhas de uma planta encontrada na América do Sul, a Erythroxylon coca, ou simplesmente coca. É conhecida entre os índios brasileiros como epadu.

Formas de Consumo. Em forma de sal (cloridrato de cocaína), a droga é conhecida como pó ou farinha e pode ser aspirada. Solúvel em água, este sal também é normalmente injetado na veia.

Em forma de sal bicarbonato, a droga recebe o nome de crack ou merla e é fumada. O bicarbonato de cocaína é pouco solúvel, mas ao ser aquecido se decompõe em água, gás carbônico e cocaína na forma conhecida como base livre. Dessa maneira, sua absorção é muito mais rápida nos alvéolos pulmonares, causando um aumento súbito na quantidade de droga circulante no sangue.

Como Age. Independentemente da maneira como é consumida, a cocaína, quando chega ao cérebro, impede que a dopamina liberada pelos neurônios seja reabsorvida depois de usada para transmitir os impulsos nervosos. Com isso, acumula-se uma grande quantidade de dopamina no espaço sináptico, o que potencializa as sensações de prazer que esse neurotransmissor causa. Quando aspirada ou injetada, a cocaína chega ao cérebro em 10 a 15 minutos. Seu efeito dura cerca de meia-hora. Fumada, a droga chega ao cérebro em menos de 10 segundos e seu efeito dura apenas 5 minutos.

Dependente fumando crack, droga que vicia e causa danos irreversíveis ao sistema nervoso.

Efeitos Físicos. Aos poucos, o organismo se acostuma com o excesso de dopamina, tornando-se menos sensível aos seus efeitos. Sem a droga, as quantidades do neurotransmissor não são mais suficientes para produzir os efeitos esperados, o que causa depressão e frequentemente leva à dependência. O uso continuado da droga modifica a estrutura dos neurônios, causando lesões irreversíveis. Por ser um potente vasoconstritor, a cocaína provoca o estreitamento dos vasos sanguíneos do cérebro e do coração, prejudicando as atividades cerebrais e aumentando o risco de derrame cerebral e de ataque cardíaco.

Efeitos Psíquicos. A sensação de prazer descrita por usuários de cocaína é tão grande que, ao passar, provoca a necessidade de experimentá-la novamente. Isso causa uma compulsão incontrolável, o que também desencadeia a dependência. Durante o uso da droga, o indivíduo fica hiperativo, não sente sono, nem cansaço, nem fome. A droga pode causar comportamentos violentos e paranoicos, mais frequentes quando é consumida em excesso.

Heroína, substância extraída da papoula, causa dependência física e pode matar.

HEROÍNA E MORFINA

Origem. A morfina e a heroína são derivadas de um grupo de substâncias extraídas da papoula (Papaver somniferum), de onde também se extrai o ópio. Essas substâncias são denominadas opiáceos. A papoula é conhecida há mais de 5 mil anos – nessa época os sumérios já a utilizavam para combater problemas como insônia e constipação intestinal. No séc. XX, pesquisadores isolaram a morfina e seu uso medicinal foi amplamente difundido, especialmente por suas propriedades analgésicas e antidiarréicas. Embora seja muito eficiente no combate à dor, a morfina causa dependência em poucas doses. Já no final do séc. XIX, o número de dependentes da morfina era significativo. Para efeito de desintoxicação, uma nova droga foi desenvolvida a partir da morfina: a heroína, que chegou a ser prescrita por Sigmund Freud. Todavia, já na década de 1920, constatava-se seu grande poder de causar dependência química e psíquica e, por isso, sua produção e comércio foram proibidos no mundo todo.

Formas de Consumo. A heroína é encontrada em estado sólido. Para ser consumida, deve ser aquecida até se transformar em líquido e, assim, é injetada. O consumo endovenoso é comum no Ocidente, enquanto no Oriente a droga é inalada.

Como Agem. Opiáceos como a heroína e a morfina possuem estrutura química capaz de se ligar aos receptores de neurotransmissores denominados endorfinas, associados ao controle da dor, do prazer, do bem-estar e do relaxamento. Ao atingir o cérebro, tanto a heroína quanto a morfina deprimem os centros nervosos responsáveis pela dor e pela vigília, além das regiões que controlam a respiração, os batimentos do coração e a pressão do sangue. Estas drogas interferem no chamado limiar da dor, um limite físico que regula a interpretação dos sinais de dor que o cérebro recebe. Por isso, são capazes de suprimir as sensações de dor sem neutralizar outras sensações. Daí seu uso como anestésico. Porém, como causam dependência com relativa rapidez, com pouco tempo de uso, a situação se inverte para o usuário e ele passa a ter de usá-las para não sentir dor. Relatos de dependentes indicam dores extremas durante a abstinência.

Papoula, planta da qual são extraídas drogas como a morfina, a heroína e o ópio.

Efeitos Físicos. Os usuários dessas drogas podem apresentar diversos problemas físicos, como surdez, cegueira, inflamação das válvulas cardíacas, coma e até mesmo morte. Quando é consumida por meio injetável, causa necrose (morte dos tecidos) das veias. O organismo se desregula, deixando de produzir algumas substâncias e produzindo outras em excesso. O aparelho digestório fica descontrolado, o que gera constantes vômitos, fortes dores abdominais e diarreias. O organismo humano torna-se facilmente tolerante a essas drogas, exigindo doses cada vez maiores da substância. Se um dependente, por algum motivo, pára de tomar a droga, sofre um doloroso processo de abstinência, com náuseas, vômitos, diarreias, câimbras musculares, cólicas intestinais, lacrimejamento e corrimento nasal que podem durar de oito a 12 dias.

Efeitos Psíquicos. A heroína é uma das drogas mais prejudiciais ao corpo, e a dependência química e psíquica provocada por seu uso é quase imediata. Ao injetar ou inalar a substância, o usuário fica sonolento, fora da realidade. As pupilas se contraem e as sensações são de conforto e euforia. Quando o efeito da droga passa, ele entra em depressão profunda, o que o leva a consumir novas e mais fortes doses para repetir o efeito.

Outros Usos. O uso da heroína para fins terapêuticos é proibido, mas a morfina é utilizada como analgésico em casos de dores extremas.

LSD

Origem. Conhecido como ácido, o LSD é um derivado do ácido lisérgico, a dietilamida do ácido lisérgico. O LSD foi produzido em 1938, nos laboratórios de pesquisa da indústria farmacêutica suíça Sandoz, pelo químico suíço Albert Hoffman. Hoffman investigava substâncias produzidas a partir de um tipo de bolor que atacava cereais como o trigo e o centeio, aos quais estava associada uma estranha doença letal. Estas substâncias tinham em comum o fato de serem produzidas pelo bolor a partir do ácido lisérgico. Em 1943, Hoffman contaminou-se acidentalmente com uma solução de um dos derivados do ácido lisérgico, o LSD e começou a ter alucinações e sensações de euforia. Na década de 1960, a patente industrial do LSD terminou e a droga passou a ser usada como símbolo de um movimento de contracultura iniciado na época, o que provocou sua difusão como “experiência reveladora”. Um dos mentores da sua propagação foi o ex-psiquiatra de Harvard, Timothy Leary.

Formas de Consumo. A forma mais comum de consumo do LSD é a via oral. O LSD é embebido em pedaços de papel poroso ou vendido em solução, pílulas e até grafite (mais raro).

Como Age. O LSD é uma das substâncias psicotrópicas mais estudadas, porém sua ação ainda tem aspectos bastante obscuros. O que se sabe é que o LSD possui estrutura semelhante ao neurotransmissor serotonina. O LSD se liga aos receptores de serotonina, aumentando sua concentração no espaço sináptico e alterando drasticamente seus efeitos.

Efeitos Físicos. O LSD é a mais potente substância psicotrópica conhecida. Em uma pessoa de 70 kg, 0,070 mg de LSD são suficientes para produzir alterações que podem durar até 12 horas. Porém, ao contrário de outras drogas, o LSD praticamente desaparece da corrente sanguínea em apenas 2 horas. Ele tem poucos efeitos no resto do corpo. Normalmente, causa dilatação das pupilas e sensação de calor, acompanhada de sudorese. Em alguns casos, desencadeia também aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial, boca seca, náuseas e até convulsões. O uso prolongado da droga provoca danos permanentes ao cérebro.

Efeitos Psíquicos. O LSD causa distorções dos estímulos provenientes dos sentidos. Os principais deles são as alucinações visuais e sonoras e a sinestesia – mistura dos sentidos, causando sensações como ouvir cores e cheirar sons. Também pode provocar delírios, diminuição da sensação de medo, ataques de pânico, psicose e, em casos raros, iniciar um ciclo maníaco-depressivo.

Comprimidos de ecstasy. A droga causa degeneração muscular e danos cerebrais.

ECSTASY

Origem. O ecstasy, nome comum para a metilenodioxometanfetamina (MDMA), é uma droga sintética, totalmente produzida em laboratório. Foi sintetizada pela primeira vez em 1914 por cientistas do laboratório Merck, na Alemanha. A substância já foi utilizada em medicamentos para emagrecimento, mas tornou-se popular em meados dos anos de 1980, como estimulante.

Formas de Consumo. é comumente ingerido sob a forma de pílulas, mas também pode ser injetado, aspirado ou fumado.

Como Age. Assim como as anfetaminas – substâncias de estrutura química parecida –, atua como estimulante e perturbador do sistema nervoso central. Interfere nos receptores do neurotransmissor dopamina e também na produção e na degradação da serotonina.

Efeitos Físicos. Provoca aumento da temperatura corporal (hipertemia), alterações nas habilidades motoras e perda de apetite. A hipertemia pode causar desidratação e levar à morte. Também atua em outros órgãos do corpo, causando degeneração muscular e enfraquecimento do músculo cardíaco, bem como lesões no fígado. O uso frequente causa danos permanentes ao cérebro.

Efeitos Psíquicos. Leva a um estado eufórico e inquieto, além de provocar aumento da libido (desejo sexual), sensação de bem-estar e intensificação da percepção de sons e cores. Por isso, a droga tem sido muito utilizada em casas noturnas e foi associada à cultura dance na década de 1980 e à cultura clubber nos anos de 1990, apesar dos drásticos efeitos de degradação física associados à sua utilização.

Garota dependente numa crise de depressão, sintoma comum aos usuários de drogas.

A AÇÃO DAS SUBSTÂNCIAS PSICOTRÓPICAS NO CÉREBRO

Conexões Neurais. As drogas psicotrópicas agem no sistema nervoso central, cujo órgão principal é o cérebro. O cérebro humano é formado em grande parte por neurônios, células muito sensíveis responsáveis por transmitir informações nervosas. Quando nosso cérebro vai executar qualquer atividade – desde aquelas que controlamos, como falar ou correr, até as que não dependem de nossa vontade, como respirar ou manter o coração em funcionamento –, entram em ação os impulsos nervosos. Impulsos nervosos são sinais formados basicamente por estímulos químicos, que desencadeiam um sinal elétrico. Esse sinal passa de um neurônio para outro, transmitindo a informação necessária para o cumprimento da ação. Toda essa atividade elétrica do cérebro pode ser monitorada pelos médicos em um exame de eletroencefalograma, por exemplo.

As Sinapses. Todo impulso nervoso no cérebro é transmitido nas sinapses – conexões entre os neurônios. Os cientistas associam nossa capacidade de armazenar informações às sinapses. Quando aprendemos uma informação inédita ou vivemos experiências inéditas, novas sinapses são estabelecidas entre os neurônios. É justamente na sinapse que atuam as drogas psicotrópicas.

Ao contrário da maioria das células do nosso corpo, que morrem e são substituídas por outras, os neurônios não se regeneram. Por isso, todas as células danificadas pela ação das drogas no organismo se perdem para sempre.

Neurotransmissores. Quando um neurônio precisa se comunicar com outro, ele manda um neurotransmissor para o espaço sináptico – onde estão localizadas as sinapses. Os neurotransmissores são substâncias químicas que cumprem funções específicas e se conectam a determinadas regiões dos neurônios, chamadas receptores. Cada tipo de neurotransmissor possui receptores específicos, capazes de reconhecer unicamente sua estrutura química. Para entender esse processo, pode-se comparar um neurotransmissor a uma carta com remetente – apenas o destinatário é capaz de receber e interpretar a carta.

Um neurotransmissor funciona como um mensageiro químico. Quando ele sai de um neurônio e se liga a outro, dá início a uma sequência de reações químicas que levam à produção de substâncias capazes de alterar a regulação do nosso organismo. Em situações de perigo, por exemplo, os neurotransmissores geram um sinal elétrico que ativa a produção de adrenalina pelas glândulas supra-renais. A adrenalina, por sua vez, desencadeia uma centena de processos químicos. Como resultado final, temos o aumento da performance muscular e cardiovascular, preparando-nos para correr ou lutar.

Estruturas Semelhantes. Várias substâncias – sejam elas químicas, sintéticas ou produzidas por outros seres vivos – possuem estruturas químicas semelhantes às dos neurotransmissores, podendo ligar-se temporariamente a determinados receptores. Essa ligação não-natural altera a transmissão de informações no espaço sináptico, produzindo efeitos diversos no organismo, tanto nas funções fisiológicas e metabólicas quanto nas funções psíquicas. Substâncias como a cocaína, a heroína, a morfina, o tetraidrocanabinol, a MDMA e o LSD são capazes de interferir significativamente na transmissão do impulso nervoso que ocorre no espaço sináptico. A maneira como essas substâncias atuam é apenas parcialmente conhecida, por causa das dificuldades envolvidas no estudo da complexa química que opera no espaço sináptico.

Dependentes de drogas em programa de reabilitação: contato com a natureza ajuda a superar o vício.

Dependência. Algumas vezes, o organismo se adapta à presença da droga, e a substância ingerida torna-se parte dos processos de regulação da transmissão dos impulsos nervosos. Para que o usuário possa continuar tendo as sensações da droga, precisa tomar doses cada vez maiores. Cria-se um círculo sem fim. Esse quadro é chamado de dependência química, que só pode ser resolvida com tratamentos de desintoxicação, a fim de que o organismo reinicie os ciclos de produção e captação de neurotransmissores sem a necessidade da droga para sua regulação. Embora muitos tratamentos de desintoxicação sejam bem-sucedidos, a situação de dependência não poderá ser superada se os aspectos psicológicos e sociais não forem devidamente resolvidos. Os tratamentos eficientes são aqueles que consideram, em conjunto, vários aspectos da dependência, já que esta é uma doença crônica, isto é, sem cura. O dependente que não usa mais uma determinada droga não está curado, apenas não apresenta mais os sintomas da doença. Caso volte a usá-la, os sintomas da dependência reaparecerão.