Viticultura e enologia
Do campo à cidade
A formação

O viticultor é o especialista no cultivo de uvas. O enólogo é o especialista na elaboração de vinhos. O mercado de trabalho de ambos cresceu significativamente ao longo da última década


Viticultura e enologia

O mercado nacional de vinhos cresce, e por uma razão simples: o brasileiro está aprendendo a beber e a fazer vinhos de qualidade.
A década passada foi o grande momento dessa mudança. Nos anos 1990, com a abertura do mercado e uma moeda forte no bolso, o recém criado real, uma parte da população passou a consumir mais vinhos, inclusive os importados. Foi nessa época que muita gente experimentou sua primeira taça de vinho “do bom” – e gostou.
Enquanto os brasileiros faziam a festa dos importadores e se deliciavam descobrindo os prazeres das garrafas que vinham da França, Itália, Portugal e, principalmente, do Chile e Argentina, as marcas tradicionais brasileiras passavam maus bocados.
A Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) estima que, a cada ano daquela década, o consumo de vinhos finos importados cresceu 3,5%, enquanto o de nacionais encolheu 6,7%.
Para fazer frente à invasão de rótulos estrangeiros, que dominaram mais da metade das taças dos brasileiros, e satisfazer um público de paladar cada vez mais exigente, as vinícolas investiram pesado em qualidade, renovando equipamentos, processos produtivos, cultivos e, claro, contratando especialistas em boas uvas e vinhos: os viticultores e enólogos.

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Viticultura e enologia
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