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Tradutor e intérprete de Língua Brasileira de Sinais (Libras) | |
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 | Cresce a oferta de cursos |
 | Legislação expande o mercado de trabalho |
 | Lei ainda espera aplicação |
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Sabe aquela pessoa que aparece na TV traduzindo para a língua dos surdos o que está sendo transmitido? Aquela pessoa é um tradutor e intérprete de Libras, mas seu campo de atuação é bem mais amplo do que muitos imaginam
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Tradutor e intérprete de Língua Brasileira de Sinais (Libras)
Muitos acham que os surdos comunicam-se por uma versão em mímica da Língua Portuguesa, mas não é nada disso. Eles usam, na verdade, uma língua própria, conhecida como Libras (Língua Brasileira de Sinais). A Libras possui estrutura e regras particulares, e é uma língua diferente não só do Português como também das línguas de sinais praticadas em outros países. Ser tradutor e intérprete de Libras é optar por trabalhar em uma área que tem grande potencial de expansão no mercado brasileiro O profissional de Libras é um especialista bilíngue. Ele usa seu conhecimento e suas habilidade para mediar as conversas entre os surdos e a sociedade em geral, nas mais diversas situações. “Até consulta ginecológica eu já traduzi”, conta Marciel Alves da Silva, tradutor e intérprete.
Trabalhando em uma universidade, Silva também atua em uma emissora de tevê e ainda traduz congressos e outros eventos, uma experiência que demonstra o grande campo de trabalho para tradutores/intérpretes.
O Centro Universitário Sant’Anna (UniSant’Anna), tal como outras universidades de São Paulo, tem tradutores/intérpretes de Libras contratados para acompanhar os alunos surdos nas aulas e provas, algo que, segundo Maria Betânia Placucci Bari, diretora de Recursos Humanos, só foi possível depois de muita procura. "É difícil encontrar profissionais de Libras, mesmo para nós, que temos dez anos de trabalho na área". Betânia diz que além de existirem poucos profissionais, são ainda mais raros os que estão capacitados para atender às necessidades dos alunos - afinal, para fazer com que o aluno se entenda pelo professor e vice-versa, o profissional precisa ter algum conhecimento do que está traduzindo.
Por isso, a diretora ressalta que, além do conhecimento técnico da língua, o tradutor/intérprete precisa ter preparação se quiser atuar em áreas específicas, como a acadêmica ou a médica, e, principalmente, grande afinidade com os surdos.
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