Você Sabia? O Bom Crioulo - Nessa história, o autor representa o homem preso às dificuldades da vida, impostas pelas condições de sua origem, do ambiente e do momento.
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O Realismo-Naturalismo – no qual se insere O Bom Crioulo – implica, para o escritor, o distanciamento do ponto de vista da subjetividade. A obra aprofunda a narração de costumes da primeira metade do século XIX e de todo o século XVIII, mas sob outra perspectiva: expõe as mazelas da vida pública e os contrastes da vida íntima, em busca de suas causas, sejam elas naturais ou culturais. O escritor se sente no dever de descobrir a verdade de suas personagens; no sentido positivista, de dissecar os motivos de seu comportamento.
Patológico. Assim, delimitando o comportamento das personagens no plano factual, o romancista acaba recorrendo com frequência ao tipo e à situação típica e, daí, ao patológico – atitude constante na obra naturalista. São eliminados os exageros românticos na expressão e o estilo busca a concisão, a palavra precisa, a economia no vocabulário, apoiando-se na correção gramatical.
As influências
Entre as influências mais fortes na obra de Adolfo Caminha, podem-se citar os franceses Flaubert, Maupassant, Zola e Anatole. Em segundo plano, os portugueses Eça de Queirós, Ramalho Ortigão e Antero de Quental. No pensamento e na historiografia, Comte, Taine e Renan.
Enfoques diferentes. Embora fossem contemporâneos e muitas vezes tenham se "interpenetrado", o Realismo e o Naturalismo apresentaram diferenças no enfoque dado ao tratamento dos assuntos e características próprias. Assim, pode-se dizer que no Realismo as personagens são mais "humanizadas", mais palpáveis, de carne e osso, enquanto no Naturalismo ocorre uma espécie de "zoomorfização" das personagens.