1- "Em nossa última conversa, dizia-me o grande amigo que não esperava viver muito tempo, por ser um 'cardisplicente'. – O quê? – Cardisplicente. Aquele que desdenha do próprio coração. Entre um copo e outro de cerveja, fui ao dicionário. – 'Cardisplicente' não existe, você inventou – triunfei. – Mas se eu inventei, como é que não existe? – espantou-se o meu amigo. Semanas depois deixou em saudades fundas companheiros, parentes e bem-amadas. Homens de bom coração não deveriam ser cardisplicentes." Conforme sugere o texto, "cardisplicente" é: a) um jogo fonético curioso, mas arbitrário; b) palavra técnica constante de dicionários especializados; c) um neologismo, desprovido de indícios de significação; d) uma criação de palavra pelo processo de composição; e) termo erudito empregado para criar um efeito cômico.
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