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Crítica ao passado - Como crítico literário, o legado de Mário de Andrade também é imenso. Em A Escrava que Não É Isaura (1925), por exemplo, reuniu ensaios provocativos contra o passadismo. Já na obra Aspectos da Literatura Brasileira (1943), abordou, de maneira bem menos passional, os mais importantes escritores da literatura brasileira.
Mário Raul de Morais Andrade nasceu em São Paulo, em 9 de outubro de 1893. Em 1917, ano em que publicou seu livro de estreia, Há uma Gota de Sangue em Cada Poema, conheceu Anita Malfatti e Oswald de Andrade. Metódico e estudioso, tornou-se catedrático de História da Música no Conservatório Dramático e Musical de São Paulo em 1922 e, para sobreviver, ainda dava aula particular de piano.

Em 1934, foi nomeado diretor do Departamento de Cultura do Município de São Paulo, onde ficou até 1938, ano em que se mudou para o Rio de Janeiro, para trabalhar como catedrático de Filosofia e História da Arte e diretor do Instituto de Artes da Universidade do Distrito Federal.

Crítica. Em 1940, retornou a São Paulo para trabalhar no Serviço de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, que ajudara a criar quatro anos antes. Também viajou por todo o Estado de São Paulo fazendo pesquisas. Em 1942, publicou O Movimento Modernista, famosa conferência em que faz um balanço e uma crítica de sua geração, "assinalando os erros do Modernismo, principalmente o que considera 'abstencionismo' diante dos graves problemas sociais de seu tempo". Sua saúde, já frágil, piorou a partir dessa época. Em 25 de fevereiro de 1945, aos 51 anos, sofreu um ataque cardíaco fulminante, deixando inacabado o livro Contos Novos.

Vanguarda. Mário de Andrade participou como um dos principais organizadores da Semana de Arte Moderna de 1922, realizada no saguão do Teatro Municipal de São Paulo, publicando, nesse mesmo ano, Paulicéia Desvairada, em que radicaliza as experiências poéticas de vanguarda modernistas. Em 1927, publicou Clã do Jabuti, em que trabalha poeticamente as tradições populares que pesquisava, além do romance Amar, Verbo Intransitivo, em que critica a hipocrisia sexual da alta sociedade paulistana. Em 1928, publicou a rapsódia Macunaíma, uma das obras-primas da literatura brasileira.


 

Para ler o resumo do livro Macunaíma, clique aqui.



 
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