Saiba mais! Um Modernista de segunda hora - Durante a Semana de Arte Moderna, no Teatro Municipal de São Paulo, em 1922, Alcântara Machado chegou a vaiar os artistas modernistas. Três anos depois, mudou de ideia e aderiu ao movimento.
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Antônio Castilho de Alcântara Machado D'Oliveira nasceu em 25 de maio de 1901, em São Paulo. Seguindo a tradição familiar, cursou a Faculdade de Direito de São Paulo de 1919 a 1923, quando iniciou sua intensa atividade jornalística. Colaborador de vários jornais e revistas (Jornal do Commércio, Revista do Brasil, Diário Nacional, Diários Associados etc.), dirigiu publicações ligadas ao Modernismo, todas de vida breve, como a Revista de Antropofagia (1928).Modernismo. Embora ligado aos principais artistas do Modernismo brasileiro, nem sempre defendeu as ideias do movimento. Uma viagem pela Europa após a Primeira Guerra Mundial, em 1925, mudou sua opinião sobre seus contemporâneos.
As obras
Os episódios dessa viagem, publicados no Jornal do Commércio, compuseram seu primeiro livro: Pathé-Baby, Panoramas Internacionais, editado em 1926. Brás, Bexiga e Barra Funda (1927) foi seu segundo livro. No ano seguinte, lançou a coletânea Laranja da China, título extraído de uma paródia dos acordes da introdução do Hino Nacional ("Laranja da China, Laranja da China, Laranja da China/Abacate, cambucá e tangerina", conforme o poema "O Amador", de Mário de Andrade).
Última obra. Nessa fase, dirigiu a "Primeira Dentição", da Revista de Antropofagia, até se desligar do grupo, juntamente com Mário de Andrade. Em 1928, Alcântara Machado publicou sua última obra em vida: uma monografia premiada pela Sociedade Capistrano de Abreu, Anchieta na Capitania de São Vicente.
Morreu em 1935, aos 34 anos, vítima de uma apendicite diagnosticada tardiamente. Deixou um romance inacabado, Mana Maria. Em 1936, foi publicada a coletânea Vários Contos.
| Para ler o resumo do livro Brás, Bexiga e Barra Funda, clique aqui.
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