Saiba mais! O homem e seu destino - Para o Naturalismo, o homem e sua história são intransferíveis e imutáveis. O caráter, geralmente mau, é uma herança da qual não se pode libertar, porque originado da hereditariedade e do meio em que habita, sendo determinado pelo momento em que se vive.
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Adolfo Caminha nasceu em Aracati, no Ceará, em 29 de maio de 1867, e morreu no Rio, em 1º de janeiro de 1897. Perdeu a mãe aos 10 anos. Por causa da seca de 1877, mudou-se para Fortaleza, transferindo-se depois para o Rio de Janeiro, onde cursou (custeado por um parente) a Escola de Marinha, saindo como guarda-marinha em 1885. Na atividade naval, conheceu as Antilhas e os Estados Unidos, viagem que lhe deu matéria para escrever um livro de crônicas: No País dos Ianques, datado de 1894.
Vida ativa. Promovido a segundo-tenente, retornou à terra natal e participou ativamente da vida intelectual cearense, sendo membro-fundador do Centro Republicano Cearense. Envolveu-se em um escandaloso caso de adultério com a esposa de um oficial do Exército, o que lhe acarretou, além da punição, inúmeras complicações sociais. Forçado a dar baixa na Marinha, empregou-se na Tesouraria da Fazenda, sendo nomeado amanuense do Tesouro em Fortaleza. Continuou participando ativamente da vida literária local e trabalhou na Livraria Espiritual, instituição que agregava os escritores naturalistas; fundou a Revista Moderna e trabalhou no jornal O Pão. Uma obra crítica
Em 1892, Caminha foi transferido para o Rio de Janeiro, onde se dedicou ao jornalismo, à crítica literária e a seus livros, publicando o melhor de sua obra: A Normalista (1893), O Bom Crioulo (1895) e Tentação (1896), além de um volume de crítica literária, Cartas Literárias (1895). O escritor encontrou na literatura a arma de que precisava para denunciar a hipócrita sociedade de seu tempo. Custou-lhe caro a ousadia: foi ignorado pela crítica, e seu reconhecimento como homem das letras é fato relativamente novo. Morreu aos 29 anos, atacado pela tuberculose, mal incurável na época.
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