Saiba mais! Textos reunidos -Toda a obra de Álvares de Azevedo foi organizada e publicada após sua morte. A reunião dos textos do poeta foi possível graças às suas anotações, feitas em cadernos.
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Sabe-se que Manuel Antônio Álvares de Azevedo nasceu no dia 12 de setembro de 1831 em São Paulo, onde seu pai ainda era quintanista da Faculdade de Direito. Formado, seu pai transferiu-se para o Rio de Janeiro.
Trauma. Aos 4 anos, Maneco, como era chamado o poeta, deparou-se pela primeira vez com a morte. O desaparecimento do irmãozinho, Manuel Inácio, deixou marcas profundas em Álvares de Azevedo. Alguns biógrafos atribuem ao trauma da morte do irmão uma febre que acompanhou o poeta entre os 5 e os 6 anos, e que quase o matou, deixando-o ainda debilitado pelo resto da vida.
Mito. Ainda adoentado, iniciou-se nos estudos com pouco brilho. Em 1848, ingressou na Academia de Ciências Jurídicas de São Paulo. A partir de sua transferência para a capital paulista até a sua morte, em férias, no Rio de Janeiro, a história mistura-se com a lenda e fica difícil distinguir o homem do mito.
Entre livros e sonhos
Introvertido, estudioso, Álvares de Azevedo leu com avidez e produziu vertiginosamente durante os quatro anos de faculdade. Escreveu os poemas reunidos nos livros Lira dos Vinte Anos e Poesias Diversas; os poemas longos O Poema do Frade e O Conde Lopo; o drama Macário; as narrativas de Noite na Taverna e O Livro de Fra Gondicário; quase uma centena de páginas de estudos literários; alguns discursos acadêmicos; e ainda incontáveis cartas pessoais enviadas ao Rio de Janeiro. Gênio. Entre os anos letivos de 1851 e 1852, passou as férias com a família. Sofreu uma queda quando andava a cavalo pelas ruas do Rio de Janeiro, exercício praticado a conselho médico, para amenizar os sintomas da tuberculose que o afligia. Após uma operação para a remoção de um tumor na fossa ilíaca, e depois de 46 dias de agonia, morreu para tornar-se uma lenda. Sua morte precoce criou, como sempre, um mito. O mito do gênio doente e mórbido, que previra a própria morte em "Se Eu Morresse Amanhã".
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