O fim do bloco soviético afetou diretamente a região. Os governos árabes buscaram uma aproximação cada vez maior com o ocidente e os EUA passaram a agir com total liberdade para defender seus interesses. Devemos lembrar que 25% de todo o petróleo mundial é consumido pelos norte-americanos, portanto a posse ou o acesso a tal produto é assunto de segurança nacional. O imperialismo agressivo dos EUA e seu apoio a Israel contribuíram para o surgimento de um forte sentimento anti-americano na região. Como os governos árabes e muçulmanos são dependentes do lucro com a exportação petrolífera e portanto não podem romper com os EUA, grupos radicais e religiosos começaram uma campanha de atentados que culminou com o ataque às Torres Gêmeas em 2001.
A partir de então, a resposta norte-americana e ocidental foi o ataque ao Afeganistão, acusado de abrigar os terroristas da Al Qaeda liderados por Osama Bin Laden. O país é estratégico como rota de passagem para oleodutos provenientes da Ásia Central.
Em 2003, sob o pretexto do combate ao terrorismo, o Iraque também foi invadido e Saddam Hussein derrubado. Tais ações aumentaram a instabilidade da região, levando ao quadro que temos hoje.
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