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13 de agosto de 2008
A ética é a referência a princípios humanitários fundamentais, comuns a todos os povos, nações, religiões e outras tantas comunidades. Tema recorrente no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), a ética tem sido o principal regulador do desenvolvimento histórico-cultural da humanidade. A falta e a quebra da ética ameaçam todos os setores e aspectos da vida e da cultura de um país, sobretudo quando acontece na esfera política, o efeito é mais destruidor. Isto se dá porque a política é o ponto de equilíbrio de uma nação e o político deve ser um exemplo para a sociedade. Quando a política não realiza sua função de ser a instância que faz valer a vontade e o interesse coletivo, rompe-se a confiabilidade e o tecido político e social do país. O mesmo acontece quando a classe política apóia-se no poder público para fazer valer seus interesses privados. A multiplicação de escândalos políticos no Brasil só não é mais grave que uma de suas próprias conseqüências: a de converter-se em situação banal, natural e corriqueira, diante da qual os cidadãos sejam levados a concluir: "Sempre foi assim, nada pode fazer isso mudar", ou pior: "Ele rouba, mas faz". Do outro lado, uma vida política saudável, transparente, representativa, responsável, verdadeiramente democrática, ou seja, ética, tem o poder de alavancar a autoconfiança de um povo e reerguer um país alquebrado e ameaçado pela desagregação. A corrupção só existe nas altas esferas do poder ou ela também está presente no nosso cotidiano? Qual o risco de se misturar o público com o privado? Venha participar dessa conversa tão importante para a democracia e a vida cidadã. |
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