Nem sempre a eletricidade estática é tão perigosa como nas tempestades. Os antigos gregos já sabiam que o âmbar esfregado com lã tinha a propriedade de atrair corpos leves. Ao esfregar uma caneta esferográfica com um pedaço de lã, vemos que ela é capaz de atrair pedacinhos de papel. Todos esses fenômenos devem-se a um processo de eletrização. Diz-se que os corpos que apresentam esse comportamento estão eletricamente carregados. Veja esta experiência: pegue um pedaço de lã, um bastão de vidro e outro de ebonite. Ao esfregar o bastão de vidro com a lã, ele é capaz de ceder elétrons para a lã, carregando-se positivamente. No entanto, ao esfregar o bastão de ebonite, é a lã que cede elétrons, com o que a ebonite fica carregada negativamente. Vamos comprovar como se comportam os corpos carregados. Se colocarmos a uma pequena distância duas esferas carregadas, uma de vidro e outra de ebonite, observaremos que elas se aproximam. Mas se, ao contrário, aproximarmos duas do mesmo material, veremos que se afastam. Essa experiência indica que cargas de sinais diferentes se atraem e cargas do mesmo sinal se repelem. Há também uma outra forma de eletrizar os corpos: por contato. Se aproximarmos um corpo já eletrizado de outro, irá se produzir uma transmissão de cargas de um corpo para outro, aparecendo, em ambos, eletricidade do mesmo tipo, isto é, os dois corpos ficarão eletrizados com cargas do mesmo sinal.
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