 | | | Clique na figura e veja como é o ciclo biológico da Taenia solium. |
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Os platelmintos parasitas mais conhecidos são a fascíola hepática (Fasciola hepatica) e a tênia ou solitária (Taenia solium). A Fasciola hepatica mede alguns centímetros de comprimento e possui ventosas na boca com as quais se fixa ao fígado de seu hospedeiro, normalmente a ovelha. Já a tênia apresenta forma de tira e pode chegar a medir alguns metros. Possui ganchos na cabeça que lhe permitem fixar-se no intestino do hospedeiro (em alguns casos, o homem). Se os ovos da Taenia solium contaminarem água ou alimentos (verduras em geral) e este for ingerido pelo homem, a larva poderá fazer seu encistamento em vários órgãos, inclusive no sistema nervoso central (cérebro) – é a chamada cisticercose, que pode levar à cegueira, danos mentais (até loucura) e morte. Dependendo do lugar onde o cisticerco se aloja, o organismo gera um envoltório para isolá-lo, formando um nódulo que pode ser retirado cirurgicamente ou não. Existem tratamentos sintomáticos. No interior do Brasil, o cisticerco também é chamado de canjiquinha.
A esquistossomose (Schistosoma mansoni)
 | | | Ocasionalmente, a Fasciola hepatica é parasita do homem e de outros mamíferos. |
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No homem (hospedeiro direto – HD), os vermes adultos se instalam no sistema de veias porta-hepáticas. Após a reprodução sexuada, os ovos dos vermes são eliminados para o intestino e saem com as fezes humanas. Na água doce, o ovo dá origem à larva ciliada miracídio, que encontra o caramujo planorbídeo do gênero Biomphalaria (hospedeiro indireto – HI). No interior do caramujo, o miracídio se desenvolve formando um esporocisto, dentro do qual irão formar-se as larvas cercárias. Essas larvas de cauda bifurcada abandonam o caramujo e, nadando na água, podem penetrar através da pele humana. A esquistossomose provoca sintomas como cansaço, graves problemas gastrointestinais, inflamação do fígado e baço (hepatoesplenomegalia ) e, conseqüentemente, a barriga d’água (ascite). A profilaxia para prevenir as doenças causadas pelos platelmintos implica em investimentos no saneamento básico (rede de canalização e tratamento de esgotos), combate aos caramujos (inclusive o controle biológico de peixes que se alimentam de caramujos) e evitar o contato com possíveis águas infestadas.
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