Com o tempo, o homem percebeu que os microorganismos presentes nos alimentos contribuíam para deteriorá-los. Uma maneira de conservar esses alimentos é destruir os microorganismos. Atualmente, duas técnicas diferentes fazem esse trabalho: a pasteurização e a ultrapasteurização. O químico francês Louis Pasteur descobriu o processo de pasteurização em 1864, quando a indústria de vinhos francesa enfrentou sérios problemas de fermentação. Pasteur percebeu que a deterioração da bebida ocorria devido à presença de microorganismos no ar e que estes não sobreviviam a temperaturas superiores a 60 ºC. Inventou, então, o processo conhecido como pasteurização, no qual o leite é aquecido a uma temperatura de 72 °C a 76 ºC por 12 a 20 segundos. Logo depois, é resfriado e embalado. Pode ser guardado na geladeira por um período de 48 a 120 horas.
Nos anos 50, o industrial sueco Ruben Rausing aperfeiçoou a idéia de Pasteur, criando a ultrapasteurização. Nesse método, o produto é aquecido entre 135 °C e 145 ºC durante 2 a 4 segundos, sendo resfriado rapidamente logo em seguida. Além disso, desenvolveu a embalagem cartonada, mais conhecida como caixinha "longa vida". As duas descobertas foram muito importantes na preservação dos alimentos. O processo de ultrapasteurização mata todos os microorganismos e permite que o leite se conserve de 3 a 6 meses na caixinha fechada, à temperatura ambiente. Além disso, nenhum conservante artificial é adicionado, mantendo o alimento natural. Atualmente, vários produtos são embalados nas caixinhas "longa vida", tais como sucos, chás, iogurtes, maionese, molho de tomate, creme de leite etc.