Carta para quem trabalha com educação de jovens e adultos
Na terra do educador Paulo Freire, não sei se é bonito ou triste saber que muita gente está procurando ajuda para ensinar jovens e adultos brasileiros excluídos da escola. Bonito é o movimento de solidariedade das ONGs, de igrejas, de grupos assistenciais que se organizam para criar cursos e escolas alternativas para os que ficaram à margem do ensino regular – tão regular que expulsa quem não se enquadra. Triste é o país ter uma fábrica de analfabetos em cada esquina.
Por Marlene Carvalho, professora da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio de Janeiro.