| Luiz Doroneto | |  |
Por aqui, as companhias circenses chegaram no final do século XIX. De início, as apresentações aconteciam na periferia das cidades, já que privilegiavam as classes populares, e tinham força na figura do palhaço. O palhaço, inclusive, é tão representativo na história do circo que a declaração do dia 27 de março como o Dia do Circo é uma homenagem a Abelardo Pinto, o palhaço Piolin, falecido em 1973.
Além de ser uma grande referência no meio circense, Piolin participou de vários movimentos artísticos, como na Semana de Arte Moderna que marcou São Paulo em 1922.“O dia 27 de março é um convite à reflexão”, analisa Raul Barretto, palhaço há 20 anos, atuante do grupo teatral Parlapatões, Patifes e Paspalhões e um dos diretores do circo Roda Brasil. E completa: “É importante pensar o que pode ser feito pela melhoria da classe que passa por altos e baixos”.
Nos últimos 20 anos, o circo tem perdido muita bilheteria para o cinema e mesmo para a televisão que aproximou as pessoas de um lazer caseiro, explica Barretto. “Isso é reflexo da própria falta de estrutura oferecida ao público. Um bom circo é aquele que alia três tripés fundamentais: qualidade dos artistas, nível técnico de excelência e respeito ao público.”
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