Santos Dumont continuou desenvolvendo outros dirigíveis, mas queria vencer outro desafio: construir um engenho mais pesado do que o ar. Em 1906, constrói o 14-Bis, com partes de seu dirigível nº 14. O motor é instalado na frente das asas, girando uma hélice propulsora. Por causa do dirígível nº 14, o avião é denominado 14-Bis. Com a envergadura das asas de 12 e fuselagem de 10 metros, voa com a cauda para a frente. Antes do vôo que entraria para a história, Santos Dumont empreende vários testes com o 14-Bis, utilizando-se de um sistema de cabos e roldanas e um plano inclinado. Aqui, mais um feito original do aeronauta: a construção daquilo que se pode chamar de primeiro simulador de vôo da história.
Com esse feito, Santos Dumont arrebatou os 3.000 francos do prêmio Archdeacon, criado em julho de 1906 pelo norte-americano Ernest Archdeacon para premiar o primeiro aeronauta que conseguisse voar por mais de 25 metros em um vôo nivelado.
Em 21 de agosto de 1906, Santos Dumont realiza a primeira e malsucedida tentativa de vôo com o 14-Bis. A pouca potência do motor não dá conta da façanha. No dia 13 de setembro, depois de reequipar o 14-Bis com um novo motor, Santos Dumont realiza o primeiro vôo, de 7 ou 13 metros (segundo diferentes versões). Esse primeiro vôo culmina com um pouso violento, no qual a hélice e o trem de pouso são danificados. No dia 23 de outubro, alça vôo do Campo de Bagatelle na presença de uma multidão e de representantes do Aeroclube de França. Pelos próprios meios motrizes, o 14-Bis levanta vôo e percorre 60 metros em aproximadamente 7 segundos, num vôo nivelado a poucos metros do solo. A partir de 12 de novembro de 1906, Santos Dumont melhora ainda mais a performance do 14-Bis. Empreende vários vôos, sempre aumentando a distância percorrida, culminando com um vôo de 21,5 segundos, a uma distância de 5 ou 6 metros do solo, percorrendo 220 metros a uma velocidade média de 41 km/h.
Santos Dumont prepara-se para mais um vôo em seu balão motorizado.
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