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Nem sempre o professor se dá conta da importância da voz para sua profissão. Por isso, a falta de informação e de cuidado é na maioria das vezes a principal causa de problemas.
Uma pesquisa realizada pelo departamento de Fonoaudiologia da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), divulgada no final de 2000, mostrou que os distúrbios de voz entre os educadores são muito mais comuns do que se imaginava. Foram entrevistados 422 professores da rede municipal de São Paulo e os resultados foram os seguintes:
• 60% têm ou tiveram algum tipo de alteração vocal. Desses, apenas 38,6% procuraram algum tipo de tratamento médico. • 71,3% afirmaram nunca ter recebido qualquer orientação sobre cuidados com a voz.
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Os problemas mais comuns são os nódulos – conhecidos como calos vocais –, edemas e fendas nas pregas vocais. Não é raro que essas alterações afastem o professor da sala de aula e até mesmo acabem na mesa de cirurgia. Para a coordenadora da pesquisa, Leslie Piccolotto Ferreira, esses números são reflexo da falta de orientação do professor, que não toma certos cuidados para a prevenção dos problemas. Além disso, as escolas – tanto públicas como particulares – não costumam dar muita importância a fatores como acústica e temperatura da sala de aula.
• 74% dos professores entrevistados pela PUC reclamaram de ecos e ruídos na sala. • 70,3% alegaram que a temperatura das salas é inadequada – ou muito quente, ou muito fria.
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Outra pesquisa, realizada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp), monitorou um grupo de professores da rede estadual de São Paulo durante dois anos e comprova os dados da PUC:
• 77% dos entrevistados queixaram-se de alterações vocais, dos quais 70% apresentaram rouquidão. • 42% informaram perder a voz em sala de aula.
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Cuidados básicos para não perder a voz • Não fume; • Beba água enquanto estiver dando aula. O mínimo recomendado é 8 copos por dia. • Evite pigarrear, pois isso irrita ainda mais a garganta; • Antes das aulas, prefira refeições leves; • Faça gargarejo leve durante o dia; • Só use pastilhas e sprays com orientação profissional; • Caso sua voz permaneça alterada por um prazo de 15 dias, procure um médico.
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