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Conteúdos para professores |
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| O que se espera do novo ensino médio? |
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Espera-se que consigamos ter um aluno apto a refletir, pensar e entender o mundo à sua volta, aplicando os conhecimentos que adquiriu na escola.
Os PCNEM são diretrizes obrigatórias ou sugestões? Os PCNEM são sugestões de como as escolas devem encaminhar o ensino, mas se baseiam na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, nº 9.394/96, e no Parecer do Conselho Nacional da Educação/Câmara de Educação Básica 15/98.
O que se quer dizer nos PCN com "competências e habilidades"? O aluno passa a tê-las quando adquire um conhecimento na escola e consegue confrontar opiniões, posicionar-se, comparar teorias e até quebrar o que a instituição coloca como verdade. Além disso, consegue aplicar esses conhecimentos na prática. A escola deve oferecer situações-problema para os estudantes, experiências das quais ele levante hipóteses e consiga identificar questões semelhantes no seu cotidiano, como, por exemplo, um trabalho de despoluição de um córrego no bairro onde se localiza a escola ou, ainda, a montagem de uma rádio comunitária.
Como a escola pode fazer isso? Os caminhos são diversos, mas é preciso que haja vontade e que se dêem condições aos professores para pensar nessa nova proposta. A escola pode até repensar a distribuição das disciplinas e o peso que dá a cada uma delas. O ideal é que todas as disciplinas tenham o mesmo peso. Não existe grade curricular fechada, embora se saiba que será necessário romper com anos e anos de tradicionalismo. De qualquer forma, há necessidade de uma mudança, porque o que se está percebendo, até pelos resultados obtidos em avaliações, é que algo está errado. A escola pode, ainda, usar 25% da carga horária mínima para trabalhar atividades diversificadas, projetos. Obviamente, para desenvolver esse trabalho é preciso haver um número de horas previstas para o trabalho coletivo dos professores. A questão da interdisciplinaridade exige também professores mais informados e com melhor formação, pois precisarão ter uma visão geral dos assuntos.
Como fica o novo ensino médio diante dos vestibulares? A preocupação dos PCNEM não é se adequar aos vestibulares, mas também não ignorá-los, embora se perceba que já estão ocorrendo mudanças neles e surgindo outras propostas de avaliação, como é o caso do Enem. Além disso, os números indicam que 78% dos alunos entram em vestibulares não competitivos. As próprias universidades que têm vestibulares mais elitistas devem reconhecer que existe algo errado na forma de avaliação, porque há muito abandono de curso.
O que significa adequar a proposta de ensino à realidade do aluno? Considera-se hoje que a escola é heterogênea, que essa diversidade deve ser respeitada e que, em nenhum momento, o conteúdo deve ser menosprezado. O professor é que precisa, sim, adequar sua linguagem, seu modo de ensinar ao seu público.
O público do ensino médio tem crescido? Sem dúvida. Há dez anos era de 3 milhões, hoje é de 7 milhões. Um dos motivos é que muita gente voltou a estudar por exigência do mercado de trabalho, que tem buscado profissionais com um nível de escolaridade maior.
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