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A pólis e a expansão grega

A pólis

O sistema grego baseava sua organização política, social e econômica nas cidades, que tinham plena soberania e não dependiam de nenhum outro poder superior (pólis = cidade-estado). Logo se destacaram duas cidades: Esparta, exemplo do ideal militar baseado na disciplina e na submissão do indivíduo ao Estado, e Atenas, que se orientava para o individualismo, para a vida prática e para a especulação filosófica. Desses ideais nasceram a democracia, o comércio e a ciência, fazendo florescer a filosofia, a arte e a literatura. Atenas conseguiu a hegemonia sobre o mundo grego. Entretanto, foi enfraquecendo com as lutas constantes entre as cidades, até que o reino da Macedônia impôs sua supremacia. Um dos reis da Macedônia foi Alexandre, o Grande.

As colonizações gregas

Entre 750 e 550 a.C., os gregos realizaram uma expansão colonial pelo Ocidente. As causas foram diversas: bom desenvolvimento comercial, falta de terras cultiváveis, exílio político, desigualdades sociais, excesso de população. Criaram-se dois tipos de colônias: as comerciais e as agrícolas. A costa do Mediterrâneo e do mar Negro foram seus principais focos. A zona sul da Itália era conhecida como Magna Grécia.

Agricultores e comerciantes
cerâmica grega


As migrações sazonais dos rebanhos de ovelhas e cabras fizeram diminuir a riqueza da terra. O vigor do comércio provocou mudanças na agricultura. Os gregos começaram a cultivar cereais, vinho e azeitonas para exportação. Ao mesmo tempo, foram criadas pequenas indústrias e oficinas, onde se trabalhava na elaboração dos principais produtos: Cerâmica, vidro, bronze, tecidos de luxo, pergaminhos e papiros.

A superioridade marítima

Os gregos demonstraram um grande domínio do mar e das artes marítimas. Estabeleceram um poderoso comércio graças a seus navios mercantes. Com suas embarcações de guerra, controlaram todo o Mediterrâneo, afastando seus competidores e inimigos.

Os navios gregos

Os navios gregos eram de dois tipos: os comerciais e os de guerra. Os primeiros tinham um casco mais arredondado e uma vela grande. Eram utilizados para o comércio pelo litoral; não saíam para navegar em alto-mar. Os navios com muitos remos, do tipo das galeras, eram usados na guerra e podiam avançar para alto-mar, afastando-se da costa. A trirreme era uma embarcação grega utilizada nas batalhas navais. Não é claro se esse nome lhe foi dado porque dispunha de três fileiras de remos ou porque cada remo era movido por três homens.


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