Nascido em 356 a.C., no palácio de Pella, Alexandre III era filho do rei da Macedônia, Felipe II e de Olímpia do Épiro (uma região do noroeste da península balcânica). Seu cognome, o Grande ou Magno, foi adquirido por sua trajetória de vida. O jovem inteligente possuía um gênio militar e ficou conhecido pelo desejo de formar um grande império, unindo a cultura oriental à ocidental. Aos 13 anos, teve como professor um dos homens mais sábios de sua época, Aristóteles, com quem aprendeu as mais variadas disciplinas, de política a geografia, passando por ciências físicas e naturais, medicina e história (principalmente as conquistas gregas). Mas não era apenas intelectualmente que Alexandre se destacava. Obteve mérito nas artes marciais e no manejo de cavalos de tal forma, que em poucas horas dominou aquele que seria sua inseparável montaria, o Bucéfalo. Os conhecimentos de guerra foram herança do pai que lhe ensinou noções de estratégia e postura de comando.
Alexandre, “o Grande”, entrou para a História após formar um império gigantesco, que ia dos Bálcãs à Índia, e por sua excentricidade: ao mesmo tempo em que era conhecido por seu exército impiedoso e sanguinário, respeitava a cultura dos povos conquistados chegando a promover o helenismo – a mescla da cultura ocidental com a oriental.
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