Qualquer ligação da cidade com outros pontos do Brasil dependia de tropas de mulas. Tudo o que era trazido para o planalto vinha no lombo desses animais ou era carregado pelos índios.
 | | | A "Calçada do Lorena": o velho caminho do mar para Santos, pavimentado com pedras |
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A barreira da serra
De Santos à capital, a trilha mais utilizada era o Caminho do Mar, ou Estrada de Cubatão, nem sempre em boas condições por causa dos declives acentuados e das chuvas frequentes. Em 1792, o governador de São Paulo, Bernardo José Maria de Lorena e Silveira (1788 a 1797), mandou pavimentá-la com pedras, inaugurando a chamada "Calçada do Lorena". Tropeiros: a chegada do caféNo final do século XVIII, o café chegou a São Paulo pelas mãos de tropeiros e viajantes, que vinham de várias partes do país. Traziam também produtos diversos, como o charque e o couro, para comercializá-los. Desde 1787 já existiam cafezais na região de Santos. A partir de então, a cultura começou a se expandir para o Vale do Paraíba. O café salvando a pátria
O crescimento da economia cafeeira trouxe inovações importantes para as técnicas de produção e exigiu muitas adequações no sistema de trabalho, que paulatinamente foi substituindo a mão de obra escrava pelo trabalhador livre. Também estimulou o desenvolvimento urbano e dos transportes.
| Os altos lucros obtidos com essa cultura asseguraram uma folga econômica para o Brasil, principalmente para o Estado de São Paulo, durante várias décadas. Mas tudo isso também exigia vultosos investimentos de capital para continuar se reproduzindo.
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A superprodução
Enquanto o café brasileiro mantinha os preços altos e tinha mercado garantido no exterior, não houve problemas. Mas essa situação de tranquilidade começou a se desequilibrar com a superprodução cafeeira, que derrubou os preços do produto.
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