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Rio, município neutro

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Uma vez instalada no Rio de Janeiro, um dos primeiros atos da Corte portuguesa foi implantar, em 1808, a Fábrica de Pólvora no antigo Engenho de Cana-de-Açúcar de Rodrigo de Freitas. Foi onde o príncipe regente D. João (mais tarde D. João VI) teve a idéia de criar um Jardim da Aclimação, em 13 de junho de 1808, com o objetivo de adaptar ao clima brasileiro as especiarias vindas das Índias Orientais -- noz-moscada, canela, entre outras. Entusiasmado com o lugar, D. João logo o transformou em Real Horto. As primeiras plantas, provenientes do Jardim Gabrielle (França), foram dadas de presente a D. João por Luiz de Abreu Vieira e Silva – entre elas, uma palmeira Roystonea oleracea, plantada pelo próprio príncipe regente. Essta espécie ficou conhecida como palmeira-real ou imperial. Em 1829, a árvore floresceu pela primeira vez. E, para que o Jardim Botânico mantivesse o monopólio da espécie, todos os seus frutos foram queimados. Mas a venda ilegal, promovida por escravos, fez com que a árvore se espalhasse por todo o Brasil.
Em 1834, o Rio de Janeiro tornou-se município neutro. Em 1891, passou a Distrito Federal. Mesmo sendo capital da República, mantinha um ar provinciano: suas ruas eram sujas e estreitas. Volta e meia surgiam epidemias de varíola e de febre amarela.
 
Cidade viveu revolução urbana

No início do século XX, esse cenário mudou. Ao tomar posse como presidente da República, em 1902, Rodrigues Alves iniciou grandes trabalhos de saneamento e urbanização para melhorar a aparência da capital federal.
 
Para tanto, valeu-se de um empréstimo de 8 milhões de libras tomado à Inglaterra para realizar uma verdadeira revolução urbana a partir de 1904.
 
Quando o Rio finalmente emergiu das obras, centenas de pequenos edifícios haviam sido derrubados e a cidade tinha outra aparência.
 
 
O eixo das obras foi a construção da Avenida Central, atual Avenida Rio Branco, que margeava grandes construções, como o Teatro Municipal, a Biblioteca Nacional, o Palácio Monroe e o prédio do Jornal do Comércio.

Em 1960, a capital federal foi transferida para Brasília e o Rio de Janeiro, transformado em Estado da Guanabara. Em 15 de março de 1975, os Estados do Rio de Janeiro e da Guanabara se fundiram. O novo Estado conservou o nome Rio de Janeiro e a cidade foi escolhida como capital.


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