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Começa a surgir o Brasil

Vista atual de Porto Seguro (Bahia). Ao norte da cidade fica a baía Cabrália, onde Cabral e sua tripulação desembarcaram em 23 de abril de 1500.
Até 1530 não houve um projeto de colonização do Brasil por parte da Coroa portuguesa, pois as riquezas do Oriente e da África atraíam todas as atenções dos reis, nobres e comerciantes. Por isso, não foi estabelecido, de imediato, um sistema efetivo de ocupação e de proteção do território.
 
A madeira que dava tinta

Mas o Brasil não foi totalmente deixado de lado. Interessadas pelo pau-brasil, inúmeras frotas de navios atracavam no litoral brasileiro para fazer o escambo da nobre madeira — usada para a extração de corante vermelho e para a construção de navios. Franceses, ingleses e portugueses ofereciam aos índios utensílios manufaturados em troca da madeira — abundante em todo o litoral e muito valorizada na Europa.
 

O início da colonização trouxe dois desafios à Coroa portuguesa.

O primeiro era garantir a posse do novo território e torná-lo uma boa fonte de riqueza; o segundo, fazer com que a pequena população portuguesa da época desse conta do desafio de colonizar um território imenso e desconhecido como era o Brasil.

O primeiro século da colonização lusa foi marcado pela busca de soluções para essas duas questões.
O início da colonização

O rei D. João III decidiu ocupar efetivamente o Brasil, criando o sistema de capitanias hereditárias (1532 a 1536). Vários fatores
influenciaram essa decisão.
 
• Endividamento da Coroa devido às explorações ultramarinas, principalmente na Ásia e África. 

• Perda do monopólio do comércio nos mercados orientais. 

• Temor de que outras Coroas européias, entre elas a Espanha e a França, tomassem conta do território brasileiro.
 
A vocação agrícola da Colônia

A extensão das terras, a fertilidade do solo e o clima favorável fizeram com que os primeiros colonizadores optassem pelo cultivo da cana-de-açúcar. Vinda do Oriente, essa planta já era cultivada em colônias portuguesas, como a Ilha da Madeira.
 

No século XV, o açúcar era uma especiaria utilizada como remédio ou condimento exótico na Europa. No século XVI, já era um bem de consumo da aristocracia continental e logo se transformaria em um produto popular.
 


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