 | | | Moeda produzida durante o domínio holandês no Nordeste. |
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O endividamento brasileiro começou há muito tempo. Os primeiros empréstimos, negociados com os holandeses durante o Período Colonial, financiaram a produção de açúcar e ajudaram os proprietários de engenho a montar e aparelhar suas empresas. Nesse período, os colonizadores portugueses garantiam o monopólio sobre tudo que entrasse ou saísse do Brasil. Era com essas taxas que enchiam os cofres portugueses. Também proibiam a Colônia de importar de outros países ou de produzir algo no Brasil. Essa proibição só foi suspensa quando a Família Real se transferiu para a Colônia, em 1808, e como primeira medida abriu os portos às nações amigas de Portugal. Tal abertura atendia às necessidades do rei e de sua Corte. A Inglaterra, que garantiu essa transferência com segurança, ajudou mais tarde nas negociações de Independência do Brasil, emprestando ao jovem país 2 milhões de libras esterlinas para compensar Portugal. Desde então, o Brasil tornou-se um devedor permanente. Multiplicação das Moedas
A República já começa preocupada com as dívidas. Os ministros republicanos sugerem planos para controlá-las e, ao mesmo tempo, promover o desenvolvimento. Rui Barbosa, o primeiro ministro da Fazenda do novo regime (1889 a 1891), aposta em uma maior emissão de moeda. O resultado é uma alta da inflação e o crescimento da dívida externa. O presidente Campos Salles (1898 a 1902) inaugura outra linha de combate. Propõe menos gastos públicos, menos subsídios aos produtores e rolagem da dívida externa. As reações internas a essa política são fortíssimas. Os governos republicanos alternam-se e a dívida do país os acompanha.
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