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Alfred Wegener

A Deriva dos Continentes
Segundo essa teoria, ao final da Era Paleozóica, há 250 milhões de anos, os continentes estavam reunidos em apenas uma única massa chamada Pangéia.
No início da Era Mesozóica (Secundária), a Pangéia dividiu-se em dois supercontinentes: a Laurásia (América do Norte, Europa e Ásia) e a Gondwana (América do Sul, África, Austrália, Índia e Antártida). Esses blocos continentais, por sua vez, partiram-se e a água do oceano penetrou entre eles, formando o oceano Atlântico. Durante a Era Mesozóica, a América do Sul separou-se da África e a América do Norte separou-se da Europa. A Austrália e a Antártida separaram-se da África. Até o final do Terciário, os continentes atingiram a configuração atual: a Austrália separou-se da Antártida; a Índia 'chocou-se' com a Ásia, formando o Himalaia; as Américas juntaram-se, com o levantamento do istmo da América Central; a Groenlândia afastou-se da América e os continentes ficaram separados pelos oceanos.
O cientista alemão Alfred Wegener apresentou numerosas provas para demonstrar sua teoria, mas não conseguiu definir quais forças haviam movido os continentes até suas posições atuais. Um de seus argumentos ressalta a similaridade dos litorais da África e da América do Sul.


 

 
A Tectônica das Placas
Nos anos de 1960, inúmeros cientistas, entre eles geógrafos e oceanógrafos, debruçaram-se sobre a questão tentando explicar como ocorreria o movimento dos continentes. Surgiu a Teoria da Tectônica das Placas. Segundo ela, a parte mais externa da Terra, a litosfera, é dividida em fragmentos ou placas. As placas litosféricas se deslocariam arrastadas pelas correntes de convecção originadas no interior da Terra. Essa teoria permite explicar a maioria dos processos que ocorrem no planeta: a formação de montanhas, vulcões e terremotos.
Nas zonas de limites entre as placas, ocorrem dois processos: subducção e colisão.
Além disso, o fundo dos oceanos está se expandindo a partir das dorsais meso-oceânicas.
Nas áreas próximas aos limites das placas tectônicas ocorrem muitos terremotos e uma atividade vulcânica intensa.

 

Os terremotos e vulcões atuais estão situados, em sua grande maioria, nas cordilheiras recentes, sobre as dorsais meso-oceânicas e nas zonas de subducção ou fossas. Essa distribuição coincide com os limites das placas litosféricas.
As fossas são grandes sulcos que margeiam alguns continentes e vários arquipélagos. São muito abundantes no oceano Pacífico. Sua profundidade média é de 6 mil metros. A mais profunda é a fossa das Marianas, com 11.520 metros. À medida que submerge na astenosfera, a placa oceânica funde e seus materiais se misturam parcialmente com os materiais do manto, enquanto outros materiais são expelidos para o exterior em forma de lavas.
As dorsais oceânicas são cordilheiras com um comprimento total de 65 mil quilômetros. Sua altura oscila ente 2 mil e 4 mil metros. Situam-se no limite entre duas placas que se separam. Na parte central existe uma grande depressão, por onde sobe o material quente e fundido da astenosfera, que se resfria em contato com o exterior e se converte em rocha. Existem também outras fraturas transversais, as chamadas falhas de transformação.


Estrutura geológica
A estrutura geológica que forma a superfície terrestre resulta dos acontecimentos geológicos ocorridos durante a história geológica da Terra. As terras emersas são formadas, basicamente, por escudos cristalinos, bacias sedimentares e dobramentos modernos.

Estruturas muito antigas
Os escudos cristalinos são formados por rochas muito antigas, da Era Pré-Cambriana, que sofreram processo de dobramento durante a formação da Pangéia. Por serem tão antigos, sofreram por muito tempo o desgaste das forças erosivas e seus planaltos e maciços têm pouca altitude. Essas rochas formam o embasamento dos continentes.

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Estruturas mais recentes
As bacias sedimentares são resultado da ação erosiva sobre os maciços antigos e da deposição dos sedimentos em áreas rebaixadas. Podem ser antigas, datadas da Era Paleozóica, ou mais recentes, da Era Cenozóica.
Os dobramentos modernos originaram-se de choques de placas, no Terciário. Por isso, são consideradas montanhas novas que foram pouco afetadas pelos agentes erosivos e apresentam as maiores altitudes da Terra. São as regiões mais sensíveis a terremotos e vulcanismo.