Acontecimentos após a Guerra. Mannerheim tornou-se o presidente em 1944, mas renunciou em 1946 por motivos de saúde. Juho K. Paasikivi completou o mandato e foi eleito para um novo período em 1950. Paasikivi implantou uma política de neutralidade finlandesa em questões internacionais. Sob seu governo, a Finlândia estabeleceu fortes laços econômicos e culturais com a União Soviética e os países escandinavos – Dinamarca, Noruega e Suécia. Em 1955, a União Soviética devolveu Porkkala, e as duas nações renovaram o Tratado de Amizade e Assistência já firmado em 1948. Também em 1955, a Finlândia entrou para a Organização das Nações Unidas (ONU) e para o Conselho Nórdico. Em 1956, Urho Kekkonen foi eleito presidente. Manteve a neutralidade do país nas relações internacionais e foi reeleito em 1962 e em 1968. Em 1961, o país ingressou na Associação Europeia de Livre Comércio (AELC). Em fins de 1973, a AELC firmou acordos com outro grupo econômico, a Comunidade Europeia. Os acordos reduziram as tarifas sobre produtos entre as nações de ambos os grupos. Antes, em janeiro de 1973, o Parlamento finlandês aprovara um projeto especial para prorrogar o mandato de Kekkonen de 1974 até 1981. O Parlamento esperava que o projeto demonstrasse à União Soviética que a política de neutralidade defendida por Kekkonen não se modificaria por causa do acordo econômico com a Comunidade Europeia. Na década de 1980, o país viveu um período de prosperidade econômica e estabilidade política. Com a abertura econômica e política da União Soviética a partir de 1985, a Finlândia começou a sofrer os primeiros impactos. A queda das importações soviéticas, que passou a procurar outros parceiros no Ocidente, fez com que a Finlândia perdesse o seu papel de intermediária entre os soviéticos e as nações ocidentais. Com o fim da União Soviética, em 1991, a Finlândia entrou num período de grandes dificuldades e incertezas. Os grupos que pregavam uma maior aproximação com o Ocidente e a União Europeia (UE) começaram a crescer. A vitória do Partido Social-Democrata (SDP) nas eleições de 1991 permitiu o início das negociações para o ingresso na UE, o que acabou acontecendo em 1994, depois que um referendo popular aprovou, com pequena margem de votos, a proposta de adesão. Ainda em 1994, Martti Ahtisaari (SDP) foi eleito presidente e, em 1995, seu partido venceu as eleições, obtendo a maioria no Parlamento. Paavo Lipponen foi indicado primeiro-ministro, tomando posse em 1995. Suas primeiras medidas promoveram um ajuste fiscal, com aumento de impostos, cortes nos gastos sociais e diminuição do ritmo da economia. Essas medidas provocaram o crescimento do desemprego e fomentaram a oposição ao governo e à adesão à UE, principalmente após a implementação de um orçamento ainda mais austero em 1997. Nas eleições para o Parlamento europeu em 1997, os partidários da não-adesão elegeram um número maior de deputados. A crise econômica da Rússia em 1997 voltou a atingir a Finlândia. No entanto, a economia prosperou novamente e, em 1999, Lipponen conseguiu reeleger-se. No ano seguinte, Tarja Halonen (SDP) venceu as eleições presidenciais, tornando-se a primeira mulher a ocupar esse cargo na Finlândia. A Zona do Euro. A introdução do euro foi dividida em duas etapas. Na primeira, ocorrida em janeiro de 1999, o euro passou a ser utilizado somente em operações financeiras e em transações comerciais que não exigissem papel-moeda, como nas bolsas de valores. A partir de 2002, o euro começou a circular como moeda corrente na União Europeia. |