HISTÓRIA
A história da Europa é principalmente mediterrânea e helênica. As cidades gregas e Creta foram o centro de uma civilização admirável, oriunda da Ásia Menor, que se encontrou com a cultura etrusca, que partiu da região do Arno, em direção ao sul da península Itálica.
Finda a conquista macedônica, a Grécia foi dominada pelos romanos (146 a.C.) que, depois de se apossarem de toda a Itália, expulsaram os cartagineses da Sicília. Roma, além disso, conquistou também a Gália e a Espanha, uma parte da ilha da Bretanha e a região reno-danubiana. Mais adiante encontravam-se os bárbaros. No séc. IV d.C., os germanos invadiram o Império Romano, que então desmoronou, apesar da tentativa de reconquista de Justiniano I (séc. VI d.C.).
O Cristianismo triunfou na Europa, representado pela figura do Papa, que tentou restabelecer, com Carlos Magno (em 800 d.C.), o Império Romano do Ocidente, em contraposição ao Império Romano do Oriente, que depois passou a ser chamado de Império Bizantino. Mais tarde, enquanto o Império Bizantino enfrentava seus numerosos inimigos (persas, búlgaros, sérvios), o Império do Ocidente desagregava-se com o aparecimento do Feudalismo.
O extremo fracionamento da Europa chocava-se com a persistência dos ideais unificadores do Império Romano. Desde 962, o Império havia sido restabelecido em proveito do rei germânico Oton I (Sacro Império Romano-Germânico). Mas o papado, por seu lado, também mostrava pretensões ao domínio universal. Os dois poderes defrontaram-se na Questão das Investiduras (1074-1122) e na luta do Sacerdócio e do Império (1157- 1250). A teocracia venceu, durante algum tempo, com Inocêncio III, no séc. XIII, mas foi derrotada, no séc. XIV, pelo espírito monárquico nacional: os reis consideravam que seu poder lhes era conferido diretamente por Deus.
No séc. XV, os turcos chegaram a Constantinopla (1453), acabando com o Império Bizantino. A Europa, limitada quase exclusivamente ao domínio de Estados cristãos, logo depois sofreu o impacto da Reforma, que, no séc. XVI, destruiu sua unidade cristã. Nessa época, o Império Otomano atingia seu apogeu com Solimão, o Magnífico.
Tendo Carlos V e Filipe II pretendido constituir uma Monarquia universal, os outros soberanos uniram-se para defender o equilíbrio europeu, e, depois da Guerra dos Trinta Anos, o Congresso de Vestfália (1648) consagrou a queda da Casa Real da Áustria e proclamou o princípio da independência dos Estados. Apesar dessa declaração, o período que foi de 1648 até a Revolução Francesa caracterizou-se pela rivalidade entre as casas reais. O séc. XVII presenciou, depois da preponderância espanhola, a tentativa de hegemonia francesa, com Luís XIV, a qual teve fim com os tratados de Utrecht e de Rastatt (1713-1714).
No séc. XVIII, o século dos filósofos e do despotismo esclarecido, estabeleceu-se o equilíbrio europeu, depois de vários conflitos, dos quais participaram dois novos Estados, a Prússia e a Rússia, enquanto se acentuava a decadência do Império Otomano. No fim desse século, estourou a Revolução Francesa (1789). |