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EUROPA

O segundo menor contintente do mundo está localizado totalmente no Hemisfério Norte. Durante séculos, foi o centro político e econômico do mundo, palco de importantes acontecimentos históricos. Seu nome vem da mitologia grega: Europa, filha de um rei fenício, foi levada para Creta pelo deus Zeus. Seus 47 países concentram-se em uma área de 10.359.358km² (menor do que a do Brasil e da Argentina juntos). Esta concentração territorial favorece o turismo. A Europa recebe anualmente cerca de 400 milhões de visitantes, constituindo-se no maior pólo turístico do mundo. É limitada ao Norte, pelo Oceano Glacial Ártico; a Oeste, pelo Oceano Atlântico; ao Sul, pelo Mar Mediterrâneo e seus mares interiores (Egeu e Negro) e pela Cadeia Montanhosa do Cáucaso; e, a leste, pelo Mar Cáspio e pelos Montes Urais.

O continente europeu

GEOGRAFIA

Uma linha divisória que parte da França (região da Aquitânia) e segue ao longo do sulco do Ródano-Saône e da face Norte dos Alpes e dos Cárpatos separa a Europa Setentrional, formada por vastas planícies (Planície Norte-Europeia) e por velhos escudos (Maciços Caledonianos e Hercinianos). Já a Europa Meridional, é ocupada pelas Cadeias de Montanhas Terciárias (Pireneus, Cárpatos, Alpes) que cercam regiões baixas, de pequena extensão (com exceção da Bacia Panônia). Todo este conjunto foi afetado pelas glaciações quaternárias, cujo resultado foi a estruturação definitiva do litoral atual. A latitude em que a Europa se encontra explica o predomínio do Clima Temperado. A considerável extensão em que é banhada pelo mar e a disposição do relevo provocam diferenças térmicas e pluviométricas que permitem distinguir uma Europa Oceânica, a Oeste; uma Europa Continental, a Leste; e uma Europa Mediterrânea, ao Sul. A cada uma delas corresponde um tipo dominante de vegetação: Latifoliada, no Oeste; de coníferas, no Leste e no extremo Norte; maquis e garrigues provenientes da degeneração da Floresta Mediterrânea, no Sul.

A posição da Europa dentro da Zona Temperada e sua vasta extensão banhada pelos mares facilitaram-lhe o povoamento. Habitada desde o período Paleolítico, a Europa agrupa quase 15% da população mundial, mas não apresenta qualquer unidade étnica ou linguística, ou seja, é um continente bastante fragmentado.

Unidade Política

Num contexto de desenvolvimento econômico variado, no qual coexistem países altamente industrializados e outros que permanecem essencialmente rurais ou com parque industrial rudimentar, a Europa construiu gradativamente, ao longo da segunda metade do séc. XX, uma unidade política e econômica, por meio de vários acordos – Benelux; Comunidade Econômica Europeia (CEI); Conselho de Ajuda Mútua (Comecon) –, que resultaram na constituição da União Europeia.

Representação da vitória da frota inglesa sobre a francesa, que deu início à Guerra dos Cem Anos.

HISTÓRIA

A história da Europa é principalmente mediterrânea e helênica. As cidades gregas e Creta foram o centro de uma civilização admirável, oriunda da Ásia Menor, que se encontrou com a cultura etrusca, que partiu da região do Arno, em direção ao sul da península Itálica.

Finda a conquista macedônica, a Grécia foi dominada pelos romanos (146 a.C.) que, depois de se apossarem de toda a Itália, expulsaram os cartagineses da Sicília. Roma, além disso, conquistou também a Gália e a Espanha, uma parte da ilha da Bretanha e a região reno-danubiana. Mais adiante encontravam-se os bárbaros. No séc. IV d.C., os germanos invadiram o Império Romano, que então desmoronou, apesar da tentativa de reconquista de Justiniano I (séc. VI d.C.).

O Cristianismo triunfou na Europa, representado pela figura do Papa, que tentou restabelecer, com Carlos Magno (em 800 d.C.), o Império Romano do Ocidente, em contraposição ao Império Romano do Oriente, que depois passou a ser chamado de Império Bizantino. Mais tarde, enquanto o Império Bizantino enfrentava seus numerosos inimigos (persas, búlgaros, sérvios), o Império do Ocidente desagregava-se com o aparecimento do Feudalismo.

O extremo fracionamento da Europa chocava-se com a persistência dos ideais unificadores do Império Romano. Desde 962, o Império havia sido restabelecido em proveito do rei germânico Oton I (Sacro Império Romano-Germânico). Mas o papado, por seu lado, também mostrava pretensões ao domínio universal. Os dois poderes defrontaram-se na Questão das Investiduras (1074-1122) e na luta do Sacerdócio e do Império (1157- 1250). A teocracia venceu, durante algum tempo, com Inocêncio III, no séc. XIII, mas foi derrotada, no séc. XIV, pelo espírito monárquico nacional: os reis consideravam que seu poder lhes era conferido diretamente por Deus.

No séc. XV, os turcos chegaram a Constantinopla (1453), acabando com o Império Bizantino. A Europa, limitada quase exclusivamente ao domínio de Estados cristãos, logo depois sofreu o impacto da Reforma, que, no séc. XVI, destruiu sua unidade cristã. Nessa época, o Império Otomano atingia seu apogeu com Solimão, o Magnífico.

Tendo Carlos V e Filipe II pretendido constituir uma Monarquia universal, os outros soberanos uniram-se para defender o equilíbrio europeu, e, depois da Guerra dos Trinta Anos, o Congresso de Vestfália (1648) consagrou a queda da Casa Real da Áustria e proclamou o princípio da independência dos Estados. Apesar dessa declaração, o período que foi de 1648 até a Revolução Francesa caracterizou-se pela rivalidade entre as casas reais. O séc. XVII presenciou, depois da preponderância espanhola, a tentativa de hegemonia francesa, com Luís XIV, a qual teve fim com os tratados de Utrecht e de Rastatt (1713-1714).

No séc. XVIII, o século dos filósofos e do despotismo esclarecido, estabeleceu-se o equilíbrio europeu, depois de vários conflitos, dos quais participaram dois novos Estados, a Prússia e a Rússia, enquanto se acentuava a decadência do Império Otomano. No fim desse século, estourou a Revolução Francesa (1789).

Esta obra retrato Congresso de Viena (1814 - 1815), que redefiniu o mapa da Europa.

Graças a Napoleão Bonaparte, que em 1804 se tornou imperador com o nome de Napoleão I, os exércitos franceses percorreram a Europa, difundindo por todos os lados os novos ideais. Mas a ambição de uma Europa francesa arruinou os feitos do imperador. Em vão, o Congresso de Viena (1815), dirigido por Metternich, tentou restaurar a antiga Europa monárquica. Mas esse modelo já não era admirado pelos povos e, com revoltas e revoluções, estes conseguiram impor reformas liberais a seus governantes.

Ao mesmo tempo, irrompiam, em toda a Europa, manifestações nacionalistas (1825-1848), na Grécia, na Bélgica, nos países balcânicos. O nacionalismo foi consagrado pela formação da unidade italiana (1859-1870) e da unidade alemã (1864-1871). O liberalismo econômico inglês e a industrialização, da mesma forma que os ideais revolucionários, estimularam o espírito de liberdade. A segunda metade do séc. XIX caracterizou-se pelos movimentos operários e pelo advento do Socialismo, e também pela preponderância da Europa no mundo.

O início do séc. XX presenciou o apogeu da Europa, mas a Primeira Guerra Mundial (1914-1918) abalou a preponderância do continente e marcou o início da expansão norte-americana. Ao mesmo tempo, a Revolução Russa de 1917 fez com que as esperanças do movimento socialista internacional se concentrassem em Moscou. Os tratados de 1919-1920 tentaram aplicar à Europa Central e Oriental o princípio da autodeterminação dos povos, mas o Reich alemão, sob a orientação de Hitler e do nazismo, anulou, aos poucos, as cláusulas principais do Tratado de Versalhes, anexando novos territórios da Europa Central. A invasão da Polônia pelos alemães, em 1939, provocou a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Depois de vitórias importantes na França, na Rússia e nos Bálcãs, as forças do Eixo (Alemanha e Itália) foram afinal vencidas. De 1945 em diante, a Europa foi dominada por dois grandes blocos políticos, formados pela Europa Ocidental, de economia liberal, e pela Europa Oriental, cujos regimes socialistas se inspiraram no modelo russo.

Parlamento Europeu, em Bruxelas, Bélgica: símbolo da União Europeia.

Com o fim da Guerra Fria e da rigorosa separação entre esses dois blocos pela Cortina de Ferro, passou a haver uma tendência a um contato cada vez maior entre os países do continente. Em 1979, nove países elegeram, por voto direto, o Parlamento Europeu, fortalecendo a ideia de uma Europa unificada. A Comunidade Econômica Europeia (CEE) ratificou, em 1987, o Ato Único Europeu, visando à completa unificação econômica dos países membros e permitindo a livre circulação de indivíduos, mercadorias e capitais. No final da década de 1980 e início da de 1990, o bloco socialista, constituído por países do Leste Europeu, sofreu profunda reformulação política, econômica e territorial. A Alemanha foi reunificada em 1990; a URSS desintegrou-se em 1991; a Iugoslávia mergulhou em uma guerra civil, com a independência das Repúblicas em 1991, e a Tchecoslováquia dividiu-se, pacificamente, em duas Repúblicas, em 1993. Um túnel sob o canal da Mancha, ligando a Inglaterra ao continente, foi inaugurado em 1994.

O euro, moeda única adotada pela maioria das nações integrantes da União Europeia (UE) – bloco formado por 15 países cujas taxas de crescimento são superiores a 3% ao ano – passou a circular em 2002.

PAÍSES DA EUROPA

No continente europeu existem 47 países: Albânia, Alemanha, Andorra, Áustria, Belarus, Bélgica, Bósnia-Herzegovina, Bulgária, Chipre, Croácia, Dinamarca, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Estônia, Federação Russa (estados localizados na parte europeia), Finlândia, França, Grécia, Holanda (Países Baixos), Hungria, Irlanda, Islândia, Itália, Kosovo, Letônia, Liechtenstein, Lituânia, Luxemburgo, Macedônia, Malta, Moldávia, Mônaco, Montenegro, Noruega, Polônia, Portugal, Reino Unido (Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte), República Tcheca, Romênia, San Marino, Sérvia, Suécia, Suíça, Turquia (parte europeia), Ucrânia e Vaticano.

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