HISTÓRIA
Primeiros Tempos. Durante milhares de anos, os índios foram os únicos habitantes do continente americano. Chegaram à América do Norte provenientes da Ásia, há mais de 20 mil anos. Há 10 mil anos, aproximadamente, os esquimós migraram para a América. Mas se estabeleceram apenas no extremo norte, perto do circulo Ártico.
Em 1492, Cristóvão Colombo descobriu a América. Depois de sua viagem, exploradores, soldados e colonizadores de vários países europeus seguiram para o novo continente. Em 1607, um grupo de aproximadamente cem colonos desembarcou perto da Baía de Chesapeake. Fundaram Jamestown, a primeira colônia inglesa permanente da América do Norte. Nos 150 anos seguintes, uma corrente regular de colonos chegou à América do Norte e se estabeleceu perto do litoral.
No início do séc. XVII, o rei da Inglaterra começou a conceder privilégios, com o objetivo de estabelecer colônias na América do Norte. Em meados do séc. XVIII, a maioria dos povoados distribuía-se por 13 colônias inglesas. Cada colônia tinha um governador e um órgão Legislativo, mas todas elas encontravam-se sob o controle do governo inglês.
O Movimento pela Independência. As relações entre as colônias norte-americanas e a Grã-Bretanha começaram a ficar problemáticas em meados do séc. XVIII. Em 19 de abril de 1775, estourou a Guerra da Independência. Durante o conflito, em 4 de julho de 1776, os colonos declararam a independência, em carta assinada por Thomas Jefferson. Em 1783, derrotaram os ingleses e fizeram valer a declaração.
As 13 colônias originais tornaram-se os 13 primeiros estados dos EUA. Finalmente, a área norte-americana no oeste dos Apalaches foi dividida em territórios. Em 1787, os líderes norte-americanos reuniram-se e redigiram a Constituição dos EUA.
Expansão. No início do século XIX, milhares de colonos atravessaram os Apalaches, rumo aos novos estados e territórios do oeste. Muitos desses pioneiros chegaram a se estabelecer além da fronteira oeste do país. Entraram no Texas, na Califórnia e em outras terras do oeste pertencentes ao México. Os norte-americanos também se estabeleceram no Território do Oregon, uma grande extensão de terra entre a Califórnia e o Alasca reivindicada tanto pela Grã-Bretanha quanto pelos EUA. Assim, a nação passou a se estender de costa a costa.
A Questão entre o Norte e o Sul. A longa disputa entre o norte e o sul a respeito da questão dos escravos atingiu um ponto crítico depois do fim da Revolução Mexicana, em 1848. No início da década de 1860, 11 estados do sul separaram-se da união. O norte insistia em que o sul não tinha o direito de se separar e que a união deveria ser preservada a qualquer custo. No dia 12 de abril de 1861, estourou a Guerra de Secessão. O norte ganhou o conflito, em 1865. Essa vitória preservou a união. Logo após a guerra, a escravidão foi abolida em todo o país.
Industrialização e Reforma. Depois da Guerra de Secessão, a indústria norte-americana mudou radicalmente. As máquinas substituíram o trabalho manual, aumentando significativamente a capacidade da produção industrial. Uma rede ferroviária nova, que abrangia todos os pontos do país, permitiu a ampla distribuição de mercadorias. Muitos grandes empreendimentos surgiram como resultado desses e de outros fatores.
O papel da América nos assuntos externos também mudou em fins do séc. XIX e início do séc. XX. O país construiu seu poderio militar e tornou-se uma potência mundial.
A Guerra Hispano-Americana. A Espanha governava Cuba, as Filipinas, Porto Rico e outras possessões ultramarinas, na década de 1890. Em 15 de fevereiro de 1898, o navio de guerra Maine, dos EUA, explodiu na costa de Havana, Cuba. Os EUA acusaram os espanhóis pela explosão. No dia 25 de abril de 1898, a pedido do presidente William McKinley, o Congresso declarou guerra à Espanha. Os EUA derrotaram o inimigo e, em 10 de dezembro de 1898, o Tratado de Paris pôs fim à guerra. De acordo com o tratado, os EUA receberiam da Espanha as Filipinas, Guam e Porto Rico. Ainda em 1898, os EUA anexaram o Havaí. |