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Resumão Enem |
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O “Poetinha”, como foi apelidado, nasceu em 1913 no bairro do Botafogo, no Rio de Janeiro, sua terra amada, contemplada na canção 'Garota de Ipanema'. Formado em Letras e Direito, prestou um concurso e tornou-se diplomata, morando em países como Inglaterra, França e Uruguai.
Em 1933, publicou seu primeiro livro de poesia O caminho para a distância, seguido de Forma e exegese, com o qual ganha o Prêmio Felipe d'Oliveira em 1935. Em separata, publica o poema 'Ariana, a mulher' em 1936, que considera o final de sua primeira fase (divisão que fez quando reuniu sua Antologia Poética) Nos livros seguintes, vai se construindo como o poeta da simplicidade e da espontaneidade, o que o consagra.
Dono do famoso verso "Que seja eterno enquanto dure", foi casado nove vezes. Eterno apaixonado e escritor envolvente, cantou o amor de maneira lírica e sedutora, cheia de ritmo e sensualidade. Compôs com diversos artistas, como Carlos Lyra, Pixinguinha, Baden Powell, Edu Lobo, e foi parceiro constante de Tom Jobim e Toquinho. Foi poeta modernista, crítico de cinema, cantor, compositor e boêmio.
O cronista José Carlos Oliveira, parodiando a melodia de "Nessa rua, nessa rua tem um bosque", brinca com a personalidade boêmia de Vinicius:
"Se eu tivesse, se eu tivesse muitos vícios O meu nome deveria ser Vinicius Se esses vícios fossem muito imorais Eu seria o Vinicius de Moraes."
Não apenas imoral, Vinicius foi amoral: ele mesmo elaborava seus códigos de conduta. Viveu a vida com liberdade, despudor e prazer. Nas palavras de Zuenir Ventura, em seu artigo “Bendito Vagabundo”, Vinicius de Moraes:
“Foi e é um poeta de quem a maioria dos brasileiros tem um verso na memória, foi amado pelo povo, criticado ou quem sabe invejado por muitos eruditos. Teve uma personalidade forte e tão brilhante como sua obra. Quem o conhece, quem o canta, quem o lê não consegue acreditar que ele deixou o mundo naquele 9 de julho de 1980 e ainda facilmente fecha os olhos e consegue vê-lo com seu copo de whisky, a escrever numa mesa em Ipanema.”
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