Alá: Palavra árabe para Deus. É o mesmo Deus dos judeus e dos cristãos. |
Aliança do Norte: Grupo que reúne as tribos afegãs contrárias ao regime do Taliban. |
Al-Qaeda: Rede terrorista internacional, formada em 1988 por muçulmanos ex-combatentes no Afeganistão e controlada por Osama Bin Laden. Reúne atualmente mais de 3 mil homens espalhados por vários países do mundo e está estruturada em células que mantêm autonomia entre si. A Al-Qaeda tem presença forte em países como Sudão, Afeganistão, Paquistão, Iêmen, Somália, Chechênia, Tadjiquistão, Albânia e Bósnia-Herzegovina. |
Árabes: Definição que mistura dois conceitos: o étnico e o lingüístico-cultural. Veja só: originalmente, os árabes eram os habitantes da península arábica. A partir do século VI, durante a expansão do islamismo, uma vasta área vizinha foi conquistada e suas populações adotaram a língua e os costumes árabes. Atualmente, são considerados árabes os seguintes países: Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Kwait, Iêmen, Bahrein, Qatar, Iraque, Síria, Jordânia, Líbano, Egito, além de países do norte da África – Argélia, Líbia, Marrocos e Tunísia –, Sudão e Somália. |
Burqa: Roupa usada pelas mulheres no Afeganistão, que cobre totalmente o rosto. |
Califa: Chefe político, considerado o sucessor de Maomé. |
Corão: Também chamado Alcorão. É o livro sagrado do islamismo e reúne as diversas revelações divinas recebidas por Maomé entre os anos de 610 e 632. Dividido em 114 capítulos, o Corão tem como principais ensinamentos a onipotência de Deus e a necessidade de bondade, de generosidade e de justiça nas relações entre as pessoas. |
Fatwa – Decreto religioso muçulmano. |
Fundamentalismo: Ideologia que acredita nos fundamentos da religião como base para a organização da vida em sociedade. Ao contrário do que muitos pensam, o fundamentalismo não é exclusividade dos islâmicos. A expressão surgiu no início do século XX, com algumas seitas protestantes norte-americanas que pretendiam balizar suas vidas em uma interpretação literal da Bíblia. Também são encontrados grupos fundamentalistas em religiões como hinduísmo e judaísmo. |
Fundamentalismo islâmico: Ideologia de movimentos empenhados em criar uma sociedade guiada pelos fundamentos do Corão e contrários aos modelos filosóficos e políticos do Ocidente. O fundamentalismo se espalhou entre alguns grupos islâmicos após a Revolução Islâmica no Irã, que instaurou um Estado teocrático controlado pelo líder xiita Aiatolá Khomeini. |
Hajj: Peregrinação a Meca, na Arábia Saudita, que deve ser feita pelo menos uma vez na vida por todo muçulmano praticante. |
Imã: Autoridade religiosa islâmica. |
Islã: Esta palavra pode ser usada tanto para denominar a religião criada por Maomé (islamismo), quanto para designar a totalidade da comunidade islâmica (islâmicos). |
Islâmicos: Pessoas que professam a religião islâmica. Por não se organizarem em torno de um único líder espiritual, como os católicos, por exemplo, os grupos islâmicos apresentam grande variedade de características locais, regionais ou nacionais. |
Islamismo: Religião monoteísta que professa a fé em Deus (chamado Alá, em árabe) e em Maomé, seu único profeta. |
Jihad: Guerra santa. Na religião islâmica existem dois tipos de Jihad: a grande Jihad, que representa o esforço constante de cada pessoa contra os atos ruins de sua alma, e a pequena Jihad, que é o chamado do fiel para uma guerra de conversão dos “infiéis”. |
Mesquita: Local de adoração dos muçulmanos (masjid, em árabe). |
Muçulmano: O mesmo que islâmico. Palavra de origem árabe, que significa “aquele que se submete a Deus”. Não deve ser confundido com “árabe”: existem árabes que não são muçulmanos – mas católicos ou judeus, por exemplo –, da mesma maneira que muitos muçulmanos não são árabes, como os iranianos, os afegãos e os paquistaneses. |
Mujahidin: Guerrilheiros muçulmanos vindos de vários países para combater os invasores soviéticos no Afeganistão, durante a ocupação da União Soviética (1979-1988). |
Sharia: Lei baseada no Alcorão e na Sunna. |
Sunita: Corrente muçulmana surgida na época da morte do profeta Maomé (570-632) e que, atualmente, compreende cerca de 85% da comunidade islâmica mundial. Consideram-se seguidores diretos da tradição do Profeta, continuada por seu tio All-Abbas. Para os sunitas, a autoridade espiritual pertence à comunidade como um todo. Subdividem-se em quatro grupos menores: os hanafitas, os malequitas, os chafeitas e os hambanitas. A milícia Taliban é sunita. |
Sunna: Registro dos dizeres e das ações do profeta Maomé. É a segunda fonte de doutrina do Islã. |
Taliban: A palavra significa “estudante”, em persa. Nos meios de comunicação no Brasil, as várias grafias adotadas – Taleban, Taliban, Talibã – representam o mesmo movimento político e religioso que surgiu entre estudantes de escolas religiosas na fronteira entre o Afeganistão e o Paquistão. Não demorou para que o movimento religioso se convertesse em uma milícia – exército informal –, que, em 1996, tomou o poder no Afeganistão. Depois que assumiu o controle, o Taliban instituiu normas duras, baseadas no fundamentalismo islâmico e com o objetivo de criar o estado islâmico mais puro do mundo. Televisão, cinema e música foram proibidos, homens são obrigados a usar barba e as mulheres perderam todos os direitos políticos e civis. O combate ao crime foi reforçado, com a introdução de penas que variam de mutilações, apedrejamentos a execuções públicas. Atualmente, o Taliban controla 90% do território do Afeganistão. |
Terrorismo: Prática política típica do século XX, adotada por grupos ou governos que pretendem atingir seus objetivos por meio da ameaça e da violência contra populações civis. Entre as práticas terroristas mais comuns estão o assassinato – de uma pessoa ou de um grupo –, o bombardeio e o sequestro. |
Ummah: Comunidade religiosa. |
Xeque: Mestre espiritual e líder religioso. |
Xiitas: Corrente muçulmana contrária aos sunitas e também surgida na época da morte de Maomé. Os xiitas são partidários de Ali, genro de Maomé, que acreditava que a sucessão do Profeta devia se dar pela herança familiar, pois seus descendentes seriam os únicos que teriam a chave para interpretar corretamente os ensinamentos do Islã. Os xiitas representam 16% dos muçulmanos e consideram-se líderes da comunidade e continuadores da missão espiritual de Maomé. São majoritários no Irã e em Bahrein. |