| Os movimentos de imigração (entrar em um país ou território estrangeiro para nele viver) são constantes na história da humanidade. Após a Abolição da Escravidão no Brasil (1888), uma grande leva de homens e mulheres imigrantes desembarcou no País, atraídos pela promessa de trabalho e uma vida melhor. |
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A escravidão em si é uma espécie de regime social em que há submissão de algumas pessoas para que exista o lucro dos senhores de escravos – ou seja, o escravo era obrigado a trabalhar em condições sub-humanas para que o negócio do senhor pudesse prosperar, pudesse dar lucro, enquanto ele só teria o direito de trabalhar e trabalhar.
No final do século XIX, os grandes proprietários de terra (latifundiários) precisavam encontrar uma maneira de substituir a mão de obra escrava que trabalhava em suas plantações.
Isso aconteceu porque desde a metade do século XIX várias leis foram, de certa forma, enfraquecendo o sistema escravocrata, como a lei Eusébio de Queirós, em 1850, que proibia o tráfico de escravos; a lei do Ventre Livre, em 1871, que declarava que todos os filhos de escravos seriam livres; a lei dos sexagenários, em 1885, que declarava livre todo escravo com mais de sessenta anos; e por fim a lei Áurea, assinada pela princesa Isabel em 1888, que de fato acabou com a escravidão.
Todas essas leis foram importantes, porém, é necessário lembrar que não foram de fato boas para os escravos porque, por exemplo, um filho de escravo mesmo nascendo livre era dependente da mãe até a vida adulta e, sendo a mãe uma escrava, essa criança acabava passando boa parte de sua vida sob o mesmo regime que ela.
Sobre a lei dos sexagenários, poucos escravos conseguiam viver por muitos anos, por isso ao completar sessenta anos e conseguir sua liberdade, muitos não tinham para onde ir, continuando no mesmo local e fazendo as mesmas coisas.
Com o fim do regime escravocrata, era necessário substituir o trabalho escravo por algum outro, pois os grandes fazendeiros não poderiam ter perjuízo em seus negócios.
Leia mais sobre a abolição da escravatura, bem como o texto integral da
Lei Áurea.
Assim, o governo brasileiro organizou uma campanha para 'vender' a ideia aos povos europeus de que vir ao Brasil para trabalhar no campo, principalmente nas lavouras de café, seria um ótimo negócio. O governo incentivava a imigração subsidiando (pagando) a passagem marítima e o transporte do grupo familiar até as fazendas de
café.
A campanha foi bastante eficaz e, entre o final do século XIX e início do XX, navios e mais navios repletos de imigrantes de várias partes da Europa (Itália, Espanha, Portugal e Alemanha) e, posteriormente, da Ásia (principalmente do
Japão) trouxeram para o lado de cá do Oceano Atlântico milhões de homens e mulheres em busca de melhores condições de
vida.
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| Imigrantes japoneses - 1930 |
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