Desde a implantação da atividade açucareira no Brasil, os holandeses tiveram participação relevante. No início, financiavam a produção da cana de açúcar, mas logo quiseram entrar diretamente na instalação dos engenhos. Também se envolveram no comércio, transportando e negociando o produto para a Europa. A Espanha atrapalha os negócios da Holanda
 | | | Pelourinho na cidade histórica de Alcântara, no Maranhão: local de suplício dos escravos rebeldes |
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A passagem do trono português para o domínio espanhol, em 1580, gerou um conflito político-militar no Brasil. Durante a União das Coroas Ibéricas (1580 a 1640), os reis da Espanha tentaram impedir as relações entre Portugal e Holanda. Com o fim dos acordos comerciais bilaterais, os holandeses perderam o papel predominante na comercialização do açúcar e iniciaram suas tentativas de invadir a Colônia para ocupar as zonas de produção açucareira e controlar o suprimento de escravos. As invasões holandesas Em 1624, os holandeses ocuparam Salvador, na Bahia. Renderam-se depois de duros combates, em maio do ano seguinte. A região de Pernambuco foi ocupada em 1630. Após a conquista de Olinda, os holandeses permaneceram na região por mais de 20 anos.
 | | | Forte de São Marcelo, em Salvador, construído no século XVII |
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A administração e proteção do Brasil holandês – centralizada em Recife e Olinda – estiveram a cargo da Companhia das Índias Ocidentais, formada em 1621. O auge dessa dominação aconteceu no governo do príncipe holandês João Maurício de Nassau-Siegen, de 1637 a 1644. O governo de Maurício de Nassau Além dos investimentos, o príncipe Nassau trouxe os ares da cultura europeia à região pernambucana. Entre seus colaboradores, vieram pintores, como Frans Post, que retrataram cenas do cotidiano da Colônia, e uma equipe de cientistas. Promoveu estudos de história natural, astronomia, meteorologia e medicina. As doenças que mais afetavam a população foram catalogadas e investigadas.
| Em seus sete anos de governo, o príncipe ampliou a lavoura açucareira, desenvolveu fazendas de gado, construiu hospitais e orfanatos e assegurou a liberdade de culto aos católicos, protestantes e judeus. Na época, havia duas sinagogas na região de Pernambuco.
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 | | | Ruínas do Castelo Garcia D'Ávila, na praia do Forte, Bahia: em pedra, testemunhos do Brasil do século XVII |
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Holandeses cobram as dívidas Após a saída de Nassau, em 1644, a Companhia das Índias Ocidentais decidiu cobrar dos senhores de engenho portugueses todos os empréstimos que havia concedido desde o início da cultura da cana de açúcar. Essa decisão provocou a falência de muitos proprietários. Muitos fugiram com seus escravos para a Bahia, onde organizaram um foco de resistência aos holandeses, iniciando as guerras de expulsão.
 | | | Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, em Salvador, arquitetura barroca herdada do Período Colonial |
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A expulsão dos holandesesAs Batalhas de Guararapes (1648 e 1649) foram decisivas para a derrota dos holandeses: - O primeiro confronto aconteceu em 19 de abril de 1648 no Monte Guararapes, a aproximadamente 13 quilômetros de Recife. Os holandeses foram derrotados.
- Em 19 de fevereiro de 1649, as tropas luso-brasileiras e holandesas voltaram a se enfrentar no mesmo local. Os holandeses sofreram nova derrota. Mas, apesar de perderem territórios, permaneceram em Recife.
- Em 1653, uma esquadra portuguesa bloqueou a cidade. Os holandeses renderam-se e foram definitivamente expulsos em 26 de janeiro de 1654.
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